Futebol

Corinthians diz ter acordo com Pato que impede pré-contrato com ingleses

O atleta também pode ser vendido a outro clube, com poder de barganha limitado.
Gazeta Esportiva29/01/2016 às 17h23

SÃO PAULO - A negociação do empréstimo de Alexandre Pato ao Chelsea inclui um acordo do Corinthians com o jogador que o impede, ao longo de 2016, de assinar um pré-contrato com clubes ingleses. Trata-se de uma proteção à agremiação do Parque São Jorge em relação à possibilidade de perder o atacante sem qualquer compensação financeira.

A informação foi passada pelo diretor de futebol alvinegro, Eduardo Ferreira, segundo o qual não houve uma renovação do compromisso entre Pato e Corinthians. A data do término continua sendo 31 de dezembro de 2016, com o empréstimo ao time londrino expirando na metade do ano.

Ao fim da cessão ao Chelsea, Pato estaria legalmente autorizado a assinar com qualquer clube um acordo com validade a partir de 1º de janeiro de 2017. Para emprestá-lo sem custos, a diretoria preta e branca exigiu que ele não pudesse exercer esse direito com equipes da Inglaterra.

Assim, em julho, haverá algumas possibilidades. Uma delas é o Chelsea decidir ficar em definitivo com o atacante, pagando o valor estipulado de 12 milhões de euros, algo perto de R$ 53 milhões. O atleta também pode ser vendido a outro clube, com poder de barganha limitado do Corinthians.

O que a diretoria alvinegra espera agora é que Pato se saia bem nos próximos meses. Ele está em uma espécie de teste no time azul de Londres, comandado até o meio do ano por Guus Hiddink. Se isso acontecer, será recuperada ao menos parte do investimento de R$ 40 milhões feito em 2013 pela contratação.

“Não é uma aposta. Com o empréstimo, é possível ver se ele se adapta à liga. É bom para todos. Podemos ver se ele está feliz no clube. E o clube pode ver se está feliz com ele. Vamos dar todo o suporte, mas vai depender dele”, disse Hiddink, que não foi grande entusiasta do acerto.

Para tirar Pato do Milan há três anos, o Corinthians, além do pagamento de R$ 40 milhões aos italianos, cedeu 40% dos direitos econômicos do atacante ao próprio atleta. Assim, se o Chelsea exercer seu direito de compra, cairão nos cofres alvinegros 7,2 milhões de euros (R$ 31,5 milhões, na cotação atual).

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