Futebol

Santos reconhece dívida sobre Pelé, mas quer uma contrapartida maior

“É mais uma herança maldita”, reclamou o presidente santista.
Imirante.com16/12/2015 às 08h20

SÃO PAULO - Modesto Roma Júnior não nega a dívida do Santos com a empresa Sport 10 Licenciamentos do Brasil, que administra a imagem de Pelé no país. De acordo com o contrato que foi assinado no ano passado, o clube deve atualmente pouco mais de R$ 2,3 milhões. O grande problema é contrapartida. “É mais uma herança maldita”, reclamou o presidente santista, em contato com a Gazeta Esportiva.

O mandatário deixa claro que jamais compraria qualquer briga com o maior ídolo da história alvinegra e Rei do Futebol, porém, não nega que a situação do Peixe está quase insustentável, pois os gastos são muitos, enquanto o retorno para o clube é mínimo.

“Nós reconhecemos a dívida. Mas, a questão não é pagar. A questão é que precisamos conversar. Precisamos discutir o contrato que foi assinado pela gestão anterior. A contrapartida é muito pequena e nós temos de pagar tudo, e com acompanhante, passagens, hospedagens, tudo”, explicou Modesto.

O contrato de exploração da imagem de Pelé pelo Santos foi renovado por Odílio Rodrigues por mais 50 anos. O clube não pagou uma parcela de 250 mil dólares e quatro de 100 mil dólares. O fato do Real estar desvalorizado perante a moeda norte-americana é outro agravante neste caso. Com isso, a 16ª Vara Cível de São Paulo executou a penhora do estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro. A medida não causa qualquer temor à administração santista, pois é apenas uma garantia para que haja o pagamento da dívida em algum momento.

Pelé está com 75 anos e convive com a saúde debilitada, inclusive passando por constantes internações e até mesmo cirurgias no hospital. Com isso, fica ainda mais complicado do maior aleta do século passado disponibilizar sua presença em eventos junto ao Peixe. Por outro lado, o contrato vigente não prevê qualquer alívio em uma ocasião como esta e sequer dá garantias de que Pelé terá obrigações a cumprir, caso ainda esteja vivo, à partir de 2020. Mesmo assim, o documento expressa o acordo com pagamentos contínuos a serem feitos pelo Santos de 300 mil dólares por ano à empresa Sport 10.

“Precisamos conversar. Do jeito que está, não dá. A gente quer sentar e rediscutir o contrato. Esperamos encontrar uma forma de entendimento”, concluiu o presidente Modesto Roma Jr.

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