música

Benoît Crauste une influências da França, África e Brasil em quinteto de jazz no MA

O saxofonista francês Benoît Crauste apresenta show de jazz autoral com o Upaon Jazz Quinteto no Convento das Mercês, em São Luís, dia 29 de outubro.

Na Mira

Benoît Crauste une influências da França, África e Brasil em quinteto de jazz no MA. (Foto: Izadora Gonçalves)

SÃO LUÍS - O jazz não precisa ficar preso a uma única tradição. Em São Luís, o Upaon Jazz Quinteto aposta justamente no encontro entre diferentes referências musicais para construir sua identidade. Liderado pelo saxofonista francês Benoît Crauste, o grupo se apresenta no dia 29 de outubro, às 20h30, no Convento das Mercês, com um repertório que passeia pelo jazz, pela bossa nova, pelo samba jazz e por influências da música brasileira e africana.

Formado na capital maranhense em 2025, o quinteto trabalha com composições próprias e releituras, explorando a improvisação e a criação coletiva. A proposta é fazer com que as referências de cada instrumentista entrem em diálogo, sem deixar a música limitada a uma fórmula.

A formação reúne Benoît Crauste nos saxofones alto e soprano, Pedro Henrique no trompete e flugelhorn, Carlos Ernane na guitarra, Joares Miranda no baixo e Ronald Nascimento na bateria.

A música como encontro entre diferentes trajetórias

A relação de Benoît com o jazz começou antes de sua chegada ao Maranhão. O músico estudou no Conservatório de Paris e também teve contato com a cena de afrobeat da capital francesa. Ao longo da trajetória, aproximou-se de artistas brasileiros, entre eles Itiberê Zwarg e André Marques, cujas experiências musicais contribuíram para ampliar suas referências.

Em 2022, ele criou a Itiberê Orquestra Família da França, formada por 23 músicos. Três anos depois, estabeleceu-se em São Luís e passou a desenvolver novos trabalhos em diálogo com instrumentistas locais. O Upaon Jazz Quinteto nasceu desse encontro e da possibilidade de experimentar diferentes sonoridades a partir da troca entre os integrantes.

“São Luís tem sido um lugar importante para desenvolver minha pesquisa musical em diálogo com músicos locais. O trabalho com o quinteto parte justamente desse encontro entre diferentes trajetórias e referências, em que a escuta e a troca entre os instrumentistas abrem novas possibilidades de criação”, afirma Benoît.

Oficina aproxima estudantes do jazz e da improvisação

Antes do show, o músico também vai compartilhar parte de sua experiência com estudantes da capital. No dia 27 de outubro, das 8h às 9h30, Benoît ministra a oficina “Entre o som e a escuta: experiências de jazz e improvisação”, na Escola de Música do Bom Menino das Mercês.

A atividade prevê demonstrações e exercícios voltados à escuta musical, à improvisação, à expressão individual e à técnica de instrumentos de sopro. A proposta é apresentar aos participantes possibilidades de exploração sonora e de construção de uma linguagem musical própria.

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