COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista: A luminosidade do Ipê Amarelo

E mais: Novidade na Feira do Livro

PH

<strong>O IPÊ</strong> amarelo, que aqui no Maranhão é mais conhecido como pau d´arco, faz parte da flora nativa de alguns estados brasileiros, como o Paraná e, na florada, essas belas árvores perdem todas as folhas e se transformam num grande buquê de flores. Destaque da edição deste fim de semana do PH Revista, vale a pena ver essa maravilha acontecer

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A corrida da inteligência artificial

Há requintes de Guerra Fria na corrida de Estados Unidos e China pelo desenvolvimento da inteligência artificial.

Tanto que, diante das recomendações para colocar freios nas pesquisas após o incidente envolvendo um modelo experimental da OpenAI que invadiu os sistemas da Hugging Face, surgiu um dilema de uma corrida armamentista: nenhum dos lados parece disposto a desacelerar se o outro continuar avançando.

Como na disputa entre americanos e soviéticos, entre 1945 e 1991, se um acelerava a fabricação de mísseis balísticos e ogivas nucleares, o outro dobrava a aposta.

Mas digo “requintes” porque, por mais tentador que seja comparar o comportamento dos dois titãs econômicos globais com a antiga rivalidade entre EUA e URSS, é importante colocar os dois pés na realidade: o mundo hoje não está dividido em duas esferas de poder.

A corrida da inteligência artificial...2

Mesmo depois de anos de guerra comercial, tarifas e restrições tecnológicas, Estados Unidos e China continuam profundamente conectados.

Americanos e soviéticos eram adversários praticamente sem vínculos econômicos. EUA e China são competidores estratégicos cujas economias estão conectadas.

Competem por semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, mas também vendem centenas de bilhões de dólares um ao outro.

Poucas cenas sintetizam tão bem essa relação quanto a de Donald Trump ao pé da escada do avião de Xi Jinping na Base Aérea de Andrews.

Normalmente, o anfitrião espera o visitante na Casa Branca. A deferência ajuda a dimensionar a importância que Washington atribui à relação com Pequim.

O Boticário e fitas olfativas

O Boticário, que no Maranhão é franqueado pels Gentil Negócios – leia-se Glícia, Glênia e Glauber Gentil –, desde 21 de setembro transforma um dos símbolos mais conhecidos da experimentação de fragrâncias em uma experiência que mistura curiosidade, surpresa e premiação.

Até 13 de outubro (ou enquanto durarem os estoques), as tradicionais fitas olfativas se tornam fitas premiadas: basta o consumidor borrifar uma fragrância para descobrir se ganhou um prêmio, entre produtos e vale-compras.

Ao todo, serão seis milhões de fitas distribuídas e 300 mil com premiação instantânea.

A ação traz uma experiência de descoberta inédita, criando um momento de expectativa no ponto de venda e estimulando o consumidor a participar e compartilhar, transformando um elemento já associado à perfumaria em um novo território de interação com a marca.

Endividados com cartão e Pix

O presidente Lula afirmou que seu governo pretende adotar medidas  para conter o endividamento das famílias. E fiscalizar a atuação dos bancos em operações relacionadas ao cartão de crédito e ao Pix.

A declaração foi feita durante um ato político em Maceió, em Alagoas.

Segundo Lula, a facilidade de acesso ao crédito e aos meios digitais de pagamento contribui para que consumidores gastem sem perceber o volume de recursos utilizado.

“A gente não vê dinheiro, a gente vai gastando. E agora você não precisa pedir cartão de crédito, o banco manda pra você. E você vai gastando. Então, também nós vamos tomar medida com relação a isso. Não é possível”, afirmou.

Durante o discurso, o presidente também falou sobre o uso do Pix e afirmou que o governo pretende ampliar a fiscalização sobre a forma como os bancos operam o sistema de pagamentos.

A bola da vez

Não são poucas as pessoas que andam nostálgicas dos tempos em que os candidatos olhavam “olho no olho” do eleitor, subiam num caminhão velho e “vendiam seu peixe”. Nem tudo era crível, mas ao menos procuravam expor suas “qualidades” e propostas, preocupando-se menos com os “defeitos” dos adversários.

Hoje, lamentavelmente, predomina a tentativa de esculachar o concorrente.

Para piorar, a bola da vez é determinar quem tem mais proximidade com ministros do STF.

Esse disparate não aconteceria se a composição da Corte não fosse por indicação do presidente da República e recaísse sobre magistrados de carreira. 

Novidade na Feira do Livro

Está vindo uma profícua leva de novidades literárias nesta Feira do Livro de São Luís. Entre elas, José Ricardo Miranda Filho, com sua escrita afiada, vai lançar no domingo, 27 de setembro, às 20h, seu livro A posição do narrador no romance “A Resistência”, de Julián Fuks, pela Editora Benjamim.

O lançamento, com sessão de autógrafos, será realizado na Praça Maria Aragão, durante a programação da Feira do Livro de São Luís.

A obra é resultado de sua pesquisa desenvolvida no Mestrado em Letras da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). E investiga a construção e a posição do narrador no romance A Resistência, do escritor brasileiro Julián Fuks, publicado em 2015 e vencedor do Prêmio Jabuti.

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A partir da análise do romance, o autor discute questões relacionadas à memória, identidade, subjetividade, autobiografia e autoficção, refletindo sobre as complexas relações entre autor, narrador e personagem na literatura brasileira contemporânea.

Mais do que uma análise de uma obra específica, o livro propõe uma reflexão sobre o próprio ato de narrar. Ao abordar uma narrativa marcada por questões familiares e pela memória, a pesquisa procura compreender como o narrador se posiciona diante dos acontecimentos que conta e de que maneira essa posição interfere na construção da narrativa.

A publicação representa também a transformação de uma trajetória acadêmica em uma obra destinada a alcançar um público mais amplo, aproximando a pesquisa universitária dos leitores interessados em literatura, escrita e teoria literária.

Capa do livro de José Ricardo Miranda Filho que será lançado domingo na Feira do Livro de São Luís

DE RELANCE

A eleição do desânimo

A opinião não é minha, mas de Paulo Germano, que diz: “Ninguém aguenta tanto tempo votando no ruim para evitar o horrível. As pessoas claramente cansaram. Fazia décadas, talvez séculos, que escolher um presidente não parecia tão desanimador, indigesto e melancólico”.

E vai em frente: primeiro, porque os candidatos não precisam ser bons. Lula não precisa fazer o eleitor gostar dele – basta fazê-lo sentir medo de Flávio. Flávio não precisa fazer o eleitor gostar dele – basta fazê-lo sentir medo de Lula. Quanto mais assustador for o outro, menor a obrigação de o candidato provar seu valor.

Essa é uma perversão fascinante da polarização. O adversário deixa de ser apenas um concorrente para se tornar o principal ativo eleitoral do candidato. Um precisa do outro. Não no sentido conspiratório de terem combinado qualquer coisa. Eles podem se detestar sinceramente e, ainda assim, depender do outro eleitoralmente. Porque o voto neles não é em Lula ou Flávio, mas contra Lula ou Flávio.

E isso produz um ciclo que vai se retroalimentando.

Pergunta simples e incômoda

O Brasil passou o último ano fazendo a sua lista. Daniel Vorcaro entrou como sócio minoritário do Banco Máxima em 2016 e, oito anos depois, o banco rebatizado de Master tinha R$ 40 bilhões em carteira de crédito.

No caminho apareceram ministros do Supremo em jatinhos, festas nababescas em ambientes internacionais de luxo, contratos milionários com escritórios de mulheres de magistrados, banco público comprando carteira fraudada.

A lista é escandalosa e segue crescendo. A pergunta que ninguém responde é mais simples e mais incômoda: para quem trabalha Daniel Vorcaro?

No Brasil, estivemos ocupados demais com a lista dos convidados das festas de Vorcaro. Talvez seja hora de olhar a lista de pagamentos.

Crime e lamaçal

As relações promíscuas de várias autoridades públicas brasileiras com o banqueiro Daniel Vorcaro comprovam que essas autoridades nunca tiveram a intenção de atender aos princípios constitucionais ou de defender a economia do país, mas sim de servir a quem teria o poder de abocanhar o maior valor em reais ou dólares para os seus interesses.

Ou de receber as maiores benesses patrocinadas pelo maior corruptor da República brasileira conhecido até hoje.

Afundaram-se no crime e no lamaçal do qual ainda não sabemos o tamanho.

Biografias torradas

Quando a fortuna é obtida dentro da lei, bom proveito. O problema é quando um funcionário público quer usufruir de um mundo que não é dele, como ocorreu com tantos seduzidos por Daniel Vorcaro, que torrou biografias públicas com a assustadora facilidade de quem serve um Macallan 25 anos.

Para acabar com a corrupção em larga escala, é preciso prevenção e punição, mas sobretudo consciência individual sobre o certo e o errado.

Há incontáveis casos diários de servidores humildes e empreendedores que, mesmo diante de uma oportunidade de ganho fácil, não se deixam levar pelo canto da sereia.

Eles colocam a formação familiar, os valores espirituais, a ética e, não menos importante, a paz de dormir sem sobressaltos acima de tudo.

E isso não tem Master que pague. 

Programa de Bolsa Estágio

Neste ano, o Senac Maranhão celebra 20 anos do Programa de Bolsa Estágio, uma iniciativa que nasceu com o objetivo de promover oportunidades e preparar os estudantes para o mercado de trabalho, transformando conhecimento em experiência. E visando comemorar a data, na sexta-feira (25), foi realizado, na sede da instituição, um evento especial direcionado aos participantes do programa.

A abertura da celebração contou com a presença do Diretor Regional do Senac/MA, José Ahirton Lopes, e do Diretor de Planejamento, Finanças e Orçamento, José Alexandre Jr., que ressaltaram a importância do Programa para o aprendizado e a formação dos estagiários, além de proporcionar um espaço fértil para o surgimento de ideias e a promoção da inovação.

Grupo reunido durante a celebração dos 20 anos do Programa de Bolsa Estágio do Senac-MA

Programa de Bolsa Estágio...2

Logo após, foi exibido o vídeo institucional “20 anos formando quem transforma”, que destacou a força do Programa e de cada pessoa que faz parte dele.

A programação seguiu com um bate-papo com a Islândia, ex-estagiária que hoje atua como Assistente Administrativa no Senac Bacabal.

Durante sua participação, ela compartilhou suas experiências e destacou o impacto do estágio na construção de sua trajetória profissional.

O evento também contou com a palestra “O Profissional do Futuro”, ministrada pelo Coordenador do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas e Psicólogo Organizacional do Senac/MA, Daniel Pinheiro, que abordou tendências do mercado de trabalho, Brain Skills e inovações tecnológicas, como o uso da inteligência artificial.

Para escrever na pedra:

“A liberdade assusta quando o homem ainda espera que alguém escolha por ele”. De Erich Fromm, psicanalista e filósofo alemão.

TRIVIAL VARIADO

Save the date: Guarde bem a data de 19 de novembro, véspera do último feriadão do ano. Nesse dia de lua quase cheia será realizado um dos acontecimentos sociais mais elegantes do ano nesta Capital – o Novembro Rouge.

Livro de Gaspar: Já está circulando o convite para o lançamento do mais novo livro de Carlos Gaspar – “De ANANIAS e de POLÍTICA” – no próximo dia 1º de outubro, às 19h, na sede da Academia Maranhense de Letras, na Rua da Paz, n.º 84.

Caras novas: Em 4 de outubro, o eleitorado maranhense escolhe os 42 deputados que vão compor a Assembleia Legislativa na próxima legislatura. A Casa que chega às urnas, porém, está diferente daquela escolhida pelos eleitores em 2022.

Tem mais: Há quatro anos, os votos distribuíram as cadeiras entre 12 partidos. Hoje, são 7 siglas representadas no plenário. A maior reorganização ocorreu na janela partidária deste ano, período de 30 dias em que deputados podem trocar de legenda sem perder o mandato por infidelidade partidária.

Bets: Há meses os comerciantes, os bancos e uma parcela significativa da população alertam para a epidemia de vício em jogos, mas só agora, às vésperas da eleição, Lula resolveu agir. Está fazendo o que outros candidatos prometem fazer se forem eleitos. A MP assinada por Lula já está em vigor, mas precisa passar pelo Congresso.

Quem paga a conta? Como as empresas pagaram valores significativos ao governo a título de outorga para se legalizar, a devolução desse dinheiro será cobrada. De onde sairá? E mais: Será possível acabar com o jogo ilegal, num país que nunca conseguiu impedir o jogo do bicho?

Licenciadas: O Brasil tem 84 bets licenciadas para oferecer apostas no país, gerenciando 193 marcas ativas, segundo dados referentes ao primeiro semestre do ano, consolidados pela consultoria brmkt.co, com base em informações oficiais do mercado regulado, como o Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), do Ministério da Fazenda.

Hoje a História: Em 1936, há exatos 90 anos, portanto, nascia nesta data o escritor gaúcho Luis Fernando Veríssimo, que, em 1994, dividiu com este Repórter PH e o carnavalesco maranhense Joãosinho Trinta, um camarote no Festival de Parintins, no Amazonas.

Alegorias: Impressionado com os movimentos e efeitos das alegorias amazônicas, Joãosinho Trinta foi o pioneiro em levar os artistas e artesãos de Parintins para o Carnaval do Rio de Janeiro. Em 1996, pela Beija-Flor, ele encomendou aos parintinenses a alegoria “Glorificação Amazônica”, mudando para sempre o padrão de engenharia e realismo dos carros alegóricos da Sapucaí


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