COLUNA
Pedro Sobrinho
A cultura é rica e diversa. Como jornalista convido você pra colar na coluna PEDRO SOBRINHO com resenhas e abordagens sobre: artes visuais (pintura, escultura, fotografia), música, literatura
Telegrama

Léo da Bodega revisita clássico de Zeca Baleiro

Com referências ao hip-hop, à música urbana e à cultura pernambucana, single chega acompanhado de videoclipe que retrata a partida do Nordeste rumo a São Paulo

Pedro Sobrinho / Jornalista

Léo Bodega lançou na última segunda-feira (21), uma nova versão de “Telegrama”, clássico de Zeca Baleiro que atravessa gerações e ganha uma nova leitura a partir das referências do hip-hop, da música urbana e da cultura popular pernambucana. Junto ao single, intitulado “Eu Tava Só (Telegrama)”, chega também um videoclipe dirigido por Victoria Brito e gravado dentro de um baú de caminhão, transformado em uma casa com objetos pessoais do artista enquanto a cidade passa ao fundo. Uma representação simbólica da partida do Nordeste rumo a São Paulo, levando consigo suas memórias, referências e afetos — ouça aqui e veja aqui. 

O jovem cantor pernambucano, de Olinda, Léo Bodega. Foto: Vic Brito

“Telegrama é uma música que está na memória de quase todo brasileiro. Quando eu estava desenvolvendo o álbum, o pessoal sugeriu interpolar com a minha linguagem algum sucesso da música brasileira. Tinha algumas opções, mas Telegrama foi a que eu bati o olho e escolhi, justamente por ser uma obra atemporal, que fala da realidade de muitos brasileiros, independentemente do momento que cada um esteja vivendo. Espero que gostem da roupagem que aplicamos à música e da nossa leitura ao longo da track” comenta o artista. 

A faixa surgiu durante o processo de criação do novo álbum, a partir da ideia de reinterpretar sucessos da música brasileira sob a linguagem do próprio artista. Entre algumas possibilidades, “Telegrama” foi a escolha imediata, uma música que, além de fazer parte do imaginário afetivo de muitos brasileiros, também carrega um significado pessoal para Léo. 

“Minha família gostava muito de Zeca Baleiro. Me lembro nitidamente dos encartes dos CDs, queria ver as letras e os desenhos, acredito que era no CD Pet Shop Mundo Cão que tinha essa faixa. E, na perspectiva atual, ela faz ainda mais sentido para a minha vida: artista nordestino tentando a vida em São Paulo, muitas vezes solitário, com o coração em outro lugar", finaliza. 


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