“Abolicionistas Brasileiras”

Silvana Mendes leva arte maranhense a exposição no Rio de Janeiro

Artista de São Luís, Silvana Mendes participa da mostra “Abolicionistas Brasileiras”, que reúne trabalhos inspirados em mulheres que lutaram pela abolição.

Na Mira

Silvana Mendes participa de exposição itinerante na capital carioca. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

SÃO LUÍS – A arte maranhense vai ganhar espaço no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. A partir desta quarta-feira (16), a artista visual Silvana Mendes participa da exposição itinerante “Abolicionistas Brasileiras”, iniciativa do Instituto Artistas Latinas.

Ocupando a Sala Bernardelli, a mostra reúne obras inéditas de oito artistas brasileiras contemporâneas, produzidas a partir de referências de mulheres que foram símbolos da luta pela abolição no Brasil.

Além desses trabalhos, a exposição também conta com obras de outras artistas convidadas. A proposta é colocar diferentes olhares em diálogo e provocar reflexões sobre a história do país e as marcas deixadas pelo período colonial e escravocrata.

Obras de Silvana Mendes propõe novos olhares sobre a história

Com curadoria de Ana Carla Soler e co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, “Abolicionistas Brasileiras” busca conectar memória, arte e questões contemporâneas. A mostra parte de figuras importantes da luta pela abolição para discutir o passado e também imaginar novos caminhos para uma sociedade mais igualitária.

A presença de Silvana Mendes coloca a produção maranhense nesse diálogo, levando para o museu um trabalho construído a partir de questões ligadas à imagem, à memória e às experiências de pessoas negras.

Quem é Silvana Mendes

Nascida em São Luís, em 1991, Silvana Mendes é artista visual e graduanda em Artes pela Universidade Federal do Maranhão. Seu trabalho investiga o cotidiano e a subjetividade do comum, utilizando diferentes suportes e linguagens, como fotografia, lambe e muralismo.

Na fotografia afetiva, uma das frentes de sua produção, a artista trabalha com a desconstrução de visualidades negativas e estereótipos relacionados a corpos negros, buscando ressignificar símbolos e imagens por meio da fotografia e de recursos digitais.

Agora, sua produção integra uma exposição que reúne diferentes artistas brasileiras para olhar para a história da abolição e pensar nos caminhos para uma sociedade mais equânime.

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