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Pergentino Holanda
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PH: Fábio Lúcio Santos premiado em SP

E mais: Os debates eleitorais estão no fim?

PH

O medico oftalmologista Fábio Lúcio Santos todo orgulhoso ao lado do filho Hugo Augusto Brandão dos Santos que conquistou o primeiro lugar no INAC, instituição voltada à promoção da ética, transparência, integridade e combate à corrupção.
Hugo Augusto Brandão dos Santos com o presidente do INAC - Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu, Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP)

Os debates eleitorais estão no fim?

Agora, chegou a vez dos debates eleitorais. A imagem do primeiro encontro dos presidenciáveis de 2026 sugere o fim de uma era. Dos seis candidatos convidados pela Band para o duelo de domingo, três compareceram. Outros três deixaram seus púlpitos vazios.

O esvaziamento se deve, em primeiro lugar, à tática dos fujões. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os dois líderes nas pesquisas, concluíram que tinham mais a perder do que a ganhar com o confronto. Lula decidiu não ir para não se tornar o alvo preferencial. Flávio disse que não participaria sem Lula. E Romeu Zema (Novo), diante da ausência dos dois, também desistiu.

O resultado foi um debate sem os candidatos que, juntos, concentram mais de dois terços das intenções de voto.

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Durante décadas, os políticos precisavam do debate para chegar ao eleitor. Hoje, podem contorná-lo com postagens no Instagram, TikTok e YouTube, podcasts, lives e grupos de WhatsApp.

Nas redes sociais, eles podem falar durante horas sem o contraditório, escolher o assunto, o cenário, o enquadramento e definir até as perguntas que pretendem responder. Por que, então, aceitar ficar duas ou três horas diante de adversários preparados justamente para explorar suas vulnerabilidades?

Há um segundo ponto. O próprio debate deixou de ser produzido apenas para quem está diante da televisão. Cada frase é pensada também no corte que circulará no dia seguinte. Uma provocação de 10 segundos pode valer mais do que uma resposta de três minutos. O evento passou a ser simultaneamente programa de televisão, picadeiro e fábrica de conteúdo para as redes.

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Também existe um problema logístico. Em uma campanha curta, multiplicam-se os convites. Emissoras, entidades empresariais, associações e sindicatos querem promover seus próprios encontros.

É compreensível: cada setor deseja abordar, a fundo, seus próprios dilemas. No Maranhão, isso é particularmente visível. No entanto, para uma campanha, cada participação significa deslocamento, preparação, estudo dos adversários e horas retiradas da agenda de rua.

Pelo cálculo eleitoral, vale mais participar de mais um debate ou passar aquelas horas em contato direto com eleitores?

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O debate coloca todos no mesmo palco, diante das mesmas câmeras e, potencialmente, do mesmo público. Obriga um candidato a ouvir o outro, quem governa a prestar contas e quem critica a apresentar alternativas.

O formato também merece revisão. Na guerra por atenção, diante de uma audiência cada vez mais acostumada a conteúdos curtos, eventos longos se tornam cansativos. É necessário reduzir a duração, aumentar o confronto sobre temas concretos, diminuir as regras e devolver ao encontro aquilo que deveria ser sua essência: colocar candidatos diante das mesmas perguntas.

Os debates estão prestes a desaparecer porque há uma maneira mais confortável de falar apenas com quem os candidatos querem. Mas essa tática não converte votos, especialmente diante de um cenário de descrença na política e de um exército de indecisos.

Previdência e parcelamento

Termina 31 de agosto o prazo para que gestores municipais façam adesão ao parcelamento especial da Emenda Constitucional (EC) 136/2025 referente às dívidas previdenciárias.

A orientação é para que os municípios formalizem o pedido junto ao Ministério da Previdência Social, à Receita Federal ou à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Caso o Município escolha fazer o parcelamento especial com o RPPS, os gestores municipais precisam aderir ao Programa de Regularidade Previdenciária dos Regimes Próprios de Previdência Social.

As normativas podem ser acessadas no site do Ministério da Previdência Social.

A cantora Morgana Storm (na foto com o Repórter PH), andou pregando um susto na família e nos amigos. Às vésperas de ir participar de um evento de jazz em Brasília, passou mal e teve que se submeter a duas delicadas cirurgias. Mas graças a Deus passa bem

DE RELANCE

Um freio é preciso

Verdade seja dita: é necessário compreender as razões do recrudescimento da quantidade de acidentes fatais e agir para frear a carnificina nas estradas e nas ruas de São Luís e das estradas do Maranhão. 

Autoridades e especialistas observam que o trânsito voltou a ficar mais violento no país após a pandemia, depois de um período de redução nos anos anteriores. No Estado, policiais rodoviários também relataram que os condutores parecem ter ficado mais ansiosos. Comportamentos irresponsáveis ficaram mais comuns.

É verdade que o Maranhão tem problemas com estradas mal conservadas e muitas de pista simples, apesar do grande movimento. Mas boa parte dos sinistros fatais está relacionada a fatores humanos, como excesso de velocidade, ultrapassagens em local proibido, desleixo com o uso do cinto de segurança e embriaguez.

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A utilização do celular enquanto se dirige também passou a preocupar mais. Ainda chama atenção o fato de que, no ano passado, no Estado, morreram dezenas de motociclistas e caronas de motos.

Uma boa novidade recente é a atualização da Lei Seca pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Entre as principais novidades está a adoção do “drogômetro”, para detectar o uso de substâncias psicoativas como cocaína, maconha, ecstasy e heroína.

Nenhuma multa foi criada nem teve seu valor aumentado. A revisão das normas vai ao encontro da necessidade de aperfeiçoar mecanismos que contribuam para maior segurança no trânsito, mas ainda há muito a evoluir em educação e fiscalização para fazer com que as leis sejam cumpridas, tanto pela consciência dos condutores quanto pela percepção de que o mau comportamento será punido. 

Pelo diploma

O Supremo Tribunal Federal ressuscitou o debate nacional sobre a obrigatoriedade do diploma de curso superior para o exercício do Jornalismo. Como é de conhecimento geral, a profissão foi regulamentada em 1969 com a exigência da formação universitária, condição derrubada em 2009 pelo STF sob o pretexto de ferir a liberdade de expressão.

Desde então, qualquer cidadão com registro no Ministério do Trabalho pode se credenciar como jornalista, o que abre as portas do ofício para leigos, incluindo pessoas com propósitos destoantes de uma atividade reconhecida como essencial à democracia. As mídias digitais potencializaram a deformação.

Ministros do STF favoráveis à revisão lembram que até integrantes de facções criminosas podem facilmente ocupar espaços jornalísticos, o que é verdade, mas esse argumento não me parece adequado para justificar a volta do diploma. O pessoal do crime também pode se candidatar a cargos públicos e até matricular seus representantes em universidades.

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O diploma, por si só, não garante competência e honestidade a ninguém. Mas a boa formação pode ser, sim, decisiva para o exercício do jornalismo ético e comprometido com o interesse público, o que ocorre majoritariamente com profissionais egressos de cursos superiores de Comunicação.

Há exceções de ambos os lados, reconheço. Estou no ofício há mais de cinco décadas e já tive a oportunidade de conviver com colegas qualificados que não passaram pela Faculdade. Mas mesmo esses, quase sempre num esforço de autodidatismo, procuraram assimilar dentro das redações os fundamentos do jornalismo profissional, entre os quais a técnica de elaboração de notícias, a disciplina da verificação, a obrigatoriedade do contraponto, a responsabilidade na opinião e a busca incessante da verdade. É o que se aprende na Faculdade.

Por isso, sou amplamente favorável à exigência do diploma. Respeito opiniões contrárias, obviamente, desde que não se respaldem apenas em sofismas hipócritas como a lembrança de que o decreto regulamentador da profissão foi editado no período ditatorial – realidade também de outras carreiras nunca questionadas.

Eli e Rose Medeiros com o Repórter PH, José Carlos Salgueiro e Benjamin Franklin Alves, na alegre noite de domingo jantando e colocando as conversas em dia no Restaurante Cabana do Sol.

Para escrever na pedra:

“Se você disser umas verdades a uma pessoa pela frente, ela só as ouvirá de você. Mas, se você lhe disser pelas costas, ela as ouvirá de muitas outras pessoas”. De Fran Lebowitz.

TRIVIAL VARIADO

Nas campanhas: o jornalista e publicitário Fernando Santos está atuando com enorme desembaraço na campanha eleitoral deste ano, dando consultoria de imagem e estratégias de marketing política.

Estreito do Mosquito: o grande dilema de quem sai ou entra pelo único acesso à Ilha de São Luís, tem sofrido com a lentidão do tráfico motivado pelas obras de reforma da ponte.


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