SÃO LUÍS - Cínica & O Jester estreiam na cena musical local com o álbum “Ninguém Me Lambe”, lançado em 31 de julho deste ano e já disponível nas plataformas digitais. O trabalho busca recuperar referências do rock nacional das décadas de 1980, 1990 e 2000, ao mesmo tempo em que apresenta uma leitura própria sobre questões presentes no cotidiano.
O disco carrega influências de bandas como Legião Urbana, Raimundos, Ultraje a Rigor, Mamonas Assassinas e Charlie Brown Jr., mas percorre um caminho marcado por letras diretas e pela observação da realidade. Amor, revolta e questões sociais aparecem nas composições a partir de experiências pessoais e situações vivenciadas fora dos grandes círculos da indústria cultural.
“Ninguém Me Lambe” aborda a relação entre músicos autorais e o mercado
A faixa que dá nome ao álbum concentra uma das principais críticas do trabalho. “Ninguém Me Lambe” aborda a relação entre músicos autorais e o mercado de apresentações, questionando a pouca valorização dada aos artistas locais, a preferência pelo repertório internacional e comportamentos que, na visão do projeto, contribuem para a manutenção de um cenário pouco favorável à produção autoral.
A crítica também se volta para a própria cena musical e para as relações estabelecidas em torno dela. O álbum trata dessas questões sem abandonar a linguagem característica do rock, utilizando a música como espaço para expor incômodos, contradições e experiências do dia a dia.
“Ninguém Me Lambe” marca, assim, a primeira produção de Cínica & O Jester e apresenta uma proposta que combina referências de diferentes momentos do rock brasileiro com uma abordagem contemporânea sobre a realidade de quem produz música independente.
O repertório será apresentado ao vivo no dia 30 de agosto, no Velho John, durante o show “Ninguém me lambe, a não ser que eu convide”. A programação terá Lima Júnior e Original Fire como atrações convidadas, além das participações especiais de Israel Costa e Velho Joseph.
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