A literatura de Clarice Lispector ganha novas imagens e interpretações com a estreia de Rio de Clarice, filme que chegou aos cinemas na quinta-feira (13). O longa reúne cinco contos da escritora em uma produção marcada por diferentes olhares femininos e apresenta histórias que transitam por sentimentos, descobertas, relações humanas e momentos de transformação.
À frente do projeto está Nicole Allgranti, sobrinha-neta de Clarice Lispector, que participa da produção como roteirista e diretora. Em parceria com Teresa Montero, biógrafa e pesquisadora da autora, Nicole ajudou a levar para as telas textos que preservam características marcantes da literatura clariceana, como a introspecção e a investigação da condição humana.
Para a cineasta, a presença de cinco diretoras contribui para que cada conto tenha uma identidade própria. A proposta é justamente apresentar diferentes interpretações para a obra da escritora, permitindo que cada história seja conduzida a partir de uma sensibilidade particular, sem perder a essência dos textos originais.
Um significado afetivo
Nicole escolheu adaptar A Bela e a Fera ou A Ferida Grande Demais, um dos últimos contos escritos por Clarice antes de sua morte, em 1977. A escolha também carrega um significado afetivo, já que o texto remete ao período em que Nicole conviveu com a tia-avó. A narrativa ainda chama atenção pelas questões sociais presentes na história.
Além de Nicole, o filme conta com direção de Maria Luiza Aboim, Eunice Gutman, Taciana Oliveira e Barbara Kahane. O elenco reúne nomes como Letícia Spiller, Lucélia Santos, Louise Cardoso, Letícia Isnard, Guida Vianna e Flávio Bauraqui, entre outros. Com diferentes gerações de artistas, Rio de Clarice procura aproximar a literatura da escritora do cinema e apresentar sua obra a novos públicos.
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