A London School of Economics e a Nottingham Trent University conduziram um estudo com 920 casais, com uma idade média de 49 anos com cerca 20 anos de casamento nas costas, para descobrir o quanto as novas tecnologias podem influenciar o comportamento entre homens e mulheres, sobretudo no caso de suspeita de traição.
O resultado foi que 14% das mulheres espia a caixa de e-mail do marido, contra 8% dos homens; 13% das mulheres vê as mensagens no celular do marido, contra 6-7% dos homens; e 10% das mulheres controla o quanto o marido usa a internet, contra 7% dos homens. Frente à confiança, saibam que esses dados são relacionados com uma palavra ainda mais vergonhosa: “regularmente”. Estas mulheres (mas também uma pequena parte dos homens) espiam regularmente os espaços eletrônicos do companheiro, como se fosse uma coisa natural e justificada, e não um ato para se envergonhar.
As explicações possíveis são somente duas: ou essas pessoas já foram traídas uma vez e não querem ter que se recuperar novamente, ou o passar dos anos, em vez de reforçar a intimidade, acabou com o sentimento de confiança. E não venham dizer que a culpa é da tecnologia.
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