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Você sabia? 21 de setembro tem um significado marcante em “Túmulo dos Vagalumes”

Descubra curiosidades sobre Túmulo dos Vagalumes, clássico de 1988 que narra a luta de dois irmãos sobreviventes da Segunda Guerra Mundial no Japão.

Na Mira

Você sabia? 21 de setembro tem um significado marcante em “Túmulo dos Vagalumes”. (Reprodução)

MUNDO - Se você já assistiu a Túmulo dos Vagalumes, talvez tenha passado por 21 de setembro sem perceber que a data está entre as primeiras informações apresentadas pelo filme. A história de Seita e Setsuko começa em meio aos últimos meses da Segunda Guerra Mundial e, desde os primeiros minutos, o espectador sabe que aquela noite terá um peso diferente para os dois irmãos.

Lançada em 1988, a animação dirigida por Isao Takahata acompanha as tentativas das crianças de sobreviver depois que os bombardeios destroem parte de Kobe e a família é desfeita pela guerra. A história é triste, mas não é apenas a ficção que torna Túmulo dos Vagalumes tão marcante. Por trás dela existem experiências vividas pelo autor do livro que deu origem ao filme e pelo próprio diretor.

Confira algumas curiosidades sobre o clássico do Studio Ghibli.

A história nasceu de uma experiência pessoal

Antes de chegar às telas, Túmulo dos Vagalumes era um conto escrito pelo japonês Akiyuki Nosaka. Publicado em 1967, o texto tem forte inspiração na adolescência do autor durante a Segunda Guerra Mundial.

Nosaka viveu os bombardeios de Kobe e perdeu uma irmã mais nova, que morreu de fome no período após os ataques. A experiência serviu de base para a relação entre Seita e Setsuko e para boa parte das situações retratadas na história.

O próprio Nosaka carregou por anos o sentimento de culpa pela morte da irmã. Foi a partir dessas lembranças que surgiu a história que, décadas depois, seria adaptada para o cinema.

Takahata também conhecia a guerra de perto

A ligação do filme com a guerra não termina no autor do conto. Isao Takahata tinha nove anos quando vivenciou os ataques aéreos no Japão.

Durante um dos bombardeios, o futuro diretor precisou fugir com uma de suas irmãs. A experiência de ver cidades destruídas e pessoas tentando escapar dos ataques permaneceu em sua memória e influenciou a maneira como ele retratou a guerra na animação.

Por isso, a destruição mostrada no filme não aparece apenas como cenário. Ela interfere na vida cotidiana dos personagens e, principalmente, na infância dos dois irmãos.

“Túmulo dos Vagalumes” chegou aos cinemas com “Meu Amigo Totoro”

Pode parecer uma combinação improvável, mas dois dos filmes mais conhecidos do Studio Ghibli foram lançados juntos.

Túmulo dos VagalumesMeu Amigo Totoro, dirigido por Hayao Miyazaki, chegaram aos cinemas japoneses em 16 de abril de 1988.

A ideia de colocar as duas animações na mesma programação ajudou a viabilizar o lançamento das produções. De um lado estava a fantasia de duas meninas e uma criatura da floresta. Do outro, uma história sobre fome, guerra e perda.

O filme ganhou uma versão em live-action

A história também saiu da animação. Em 2005, Túmulo dos Vagalumes ganhou uma versão em live-action produzida para a televisão japonesa pela Nippon Television.

O filme foi lançado como parte das produções que marcaram os 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial e apresenta a história dos irmãos sob uma perspectiva diferente da animação de Takahata.

A música ajuda a construir o clima da história

A trilha sonora foi composta por Michio Mamiya e acompanha o filme de maneira discreta. Em vez de transformar cada momento triste em uma grande cena musical, a composição alterna melodias, sons ambientes e silêncios.

Uma das músicas que aparece na animação é “Home Sweet Home”, interpretada pela soprano Amelita Galli-Curci. A canção reforça a sensação de saudade que atravessa a história.

E os vagalumes?

Os pequenos insetos que dão nome ao filme aparecem em uma das cenas mais lembradas da animação.

Quando Seita e Setsuko capturam vagalumes para iluminar o abrigo onde vivem, a beleza daquela luz dura pouco. Na manhã seguinte, os insetos estão mortos, e Setsuko decide enterrá-los.

A cena ajuda a explicar o título e também resume uma das ideias que atravessam toda a história: a beleza pode aparecer mesmo em meio à destruição, mas nem sempre permanece por muito tempo.

É uma das razões pelas quais Túmulo dos Vagalumes, mesmo décadas depois de seu lançamento, continua sendo lembrado como uma das obras mais dolorosas do Studio Ghibli.

Veja o trailer de Túmulo dos Vagalumes

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