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5 curiosidades sobre “Roque Santeiro”, que volta à Globo nesta segunda

A novela Roque Santeiro retorna à TV Globo nesta segunda-feira (5) na faixa Edição Especial. Relembre curiosidades da trama icônica de Asa Branca.

Na Mira

5 curiosidades sobre “Roque Santeiro”, que volta à Globo nesta segunda. (reprodução)

BRASIL - Mais de quatro décadas depois da exibição original, “Roque Santeiro” está de volta à TV Globo. A novela estreia nesta segunda-feira (5) na faixa “Edição Especial”, substituindo “Além do Tempo”. A trama de Dias Gomes e Aguinaldo Silva acompanha a fictícia Asa Branca, cidade que transformou o artesão Roque Santeiro (José Wilker) em um santo popular após acreditar que ele havia morrido ao enfrentar o bandido Navalhada.

A história, no entanto, ganha outro rumo quando Roque reaparece vivo, 17 anos depois de sua suposta morte. O retorno ameaça uma estrutura de poder construída em torno da fama do personagem e mexe com a vida de figuras como Sinhozinho Malta (Lima Duarte), padre Hipólito (Paulo Gracindo), prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura), Zé das Medalhas (Armando Bógus) e Viúva Porcina (Regina Duarte).

Antes de rever os personagens de Asa Branca, confira algumas curiosidades sobre a novela.

“Roque Santeiro” teve uma versão proibida

A história de “Roque Santeiro” chegou à televisão antes da versão que se tornou conhecida pelo público. Em 1975, uma primeira adaptação foi proibida pela censura quando já tinha cerca de 30 capítulos gravados.

A produção era estrelada por Betty Faria como Porcina, Lima Duarte como Sinhozinho Malta e Francisco Cuoco como Roque Santeiro. A censura identificou que a novela era baseada na peça “O Berço do Herói”, de Dias Gomes, que também havia sido vetada.

Com a produção interrompida, a Globo precisou reorganizar a programação. A emissora teve três meses para colocar uma nova novela no ar e exibiu uma reprise de “Selva de Pedra”, de Janete Clair, seguida por “Pecado Capital”.

Dez anos depois, a história finalmente chegou à televisão e se transformou em um dos maiores sucessos da dramaturgia brasileira.

Foi a primeira novela de Dias Gomes no horário das 20h

“Roque Santeiro” marcou a estreia de Dias Gomes no horário das 20h. Até então, o autor estava ligado principalmente às novelas exibidas às 22h.

Na produção, Dias Gomes assumiu o roteiro até o capítulo 41 e depois voltou para os capítulos finais. Aguinaldo Silva ficou responsável pelo restante da trama.

A novela foi originalmente exibida entre 1985 e 1986 e, depois, voltou à programação da Globo em outras ocasiões. Também passou pelo “Vale a Pena Ver de Novo” e pelo canal Viva, além de estar disponível no Globoplay.

O visual de Porcina virou tendência

Viúva Porcina, personagem de Regina Duarte, não ficou marcada apenas pelo papel na história. O figurino extravagante da personagem também chamou atenção do público e se tornou uma referência de moda.

O chamado “Porcina's look” reunia vestidos coloridos, brilho, chapéus, turbantes, óculos, maquiagem marcante e sapatos de salto alto. O visual combinava com a personalidade exagerada da personagem, que se tornou um dos grandes ícones da novela.

Porcina também está no centro de um dos principais conflitos da trama. Ela se apresentava como viúva de Roque, embora nunca tivesse sido casada com ele, e ajudou a manter viva a imagem do personagem como santo. A volta do protagonista muda completamente essa história.

Yoná Magalhães viveu experiência inusitada durante a novela

Interpretando Matilde, Yoná Magalhães (1935-2025) passou por uma situação pouco comum durante as gravações.

Aos 51 anos, a atriz apareceu pela primeira vez nua em uma produção televisiva e, posteriormente, foi convidada para posar para a revista Playboy.

O momento fez parte da trajetória da atriz durante uma novela que também ficou marcada por personagens e situações que ajudaram a construir o imaginário popular em torno de Asa Branca.

Os efeitos sonoros ajudavam a construir os personagens

“Roque Santeiro” também usava efeitos sonoros de maneira curiosa para reforçar características dos personagens.

Sinhozinho Malta, vivido por Lima Duarte, costumava sacudir o relógio e as pulseiras de couro quando ficava nervoso. O movimento produzia um som que lembrava uma cascavel, misturado ao barulho dos acessórios.

Já Zé das Medalhas, personagem de Armando Bógus, tinha outro recurso. Quando esticava o queixo, um efeito reproduzia o som dos ossos estalando.

Os detalhes ajudavam a dar uma identidade própria aos personagens e contribuíam para o tom de humor da novela.

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