Professores são agredidos em Caxias

Professores protestaram contra projeto relâmpago aprovado pela Câmara Municipal.
O Estado do Maranhão 19/10/2006 às 07h15

CAXIAS - Professores da rede municipal de Caixas, em pleno dissídio trabalhista contra o Executivo local, foram reprimidos violentamente pela Polícia Militar, no final da tarde de ontem. Eles reivindicam 10% de reajuste salarial, chegaram a promover paralisações relâmpagos na rede de ensino e se surpreenderam ontem com um projeto de lei do prefeito Humberto Coutinho, aprovado pela Câmara Municipal, que concede reajuste de apenas 3,71%, bem abaixo do esperado. A resolução gerou revolta e manifestação dos docentes em frente à Câmara.

Segundo informações de Caxias, há nove semanas tramita o projeto de lei da Prefeitura na Câmara de Vereadores, propondo os 3,71% de reajuste salarial para os professores. O projeto só não havia sido apreciado até o momento porque não houve quorum na Casa para colocá-lo em votação. Ontem, para surpresa geral, a matéria tramitou rapidamente em três comissões da Casa - a de Direito e Cidadania, a de Orçamento e Finanças e a de Educação - com a conseqüente assinatura de sete vereadores, aprovando-o.

tramitação

Segundo o regimento interno da Casa, o projeto não precisaria ser votado em plenário, e foi declarado aprovado pelo presidente da Câmara, vereador Ironaldo Alencar. Ele encerrou o expediente e à saída da Câmara foi recebido pelos professores em protesto.

Ainda segundo fontes em Caxias, Ferdinand Coutinho, irmão do prefeito Humberto Coutinho, insatisfeito com a manifestação dos professores, tomou as dores dos vereadores e partiu para confronto corpo-a-corpo com os docentes. Ele agrediu a socos o rosto da professora Antônia de Jesus, que registrou o fato no 1° Distrito de Polícia da cidade.

A Polícia Militar, que acompanhava a manifestação de longe, interferiu no confronto valendo-se de bombas de efeito moral, no intuito de dispersar as partes envolvidas na violência. “A Polícia agiu de forma a separar as partes que se agrediram mutuamente”, relatou o major PM Marcos Pimentel, que comandava a ação.

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