Senado

Bolsonaro indica ministro maranhense do TCU para embaixada em Portugual

Raimundo Carreiro terá ainda seu nome avaliado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado antes de ser nomeado para o cargo
Imirante com informações do Estadão23/11/2021 às 10h53
Bolsonaro indica ministro maranhense do TCU para embaixada em PortugualRaimundo Carreiro teve seu nome indicado pelo presidente Bolsonaro para ser o novo embaixador do Brasil em Portugal (Divulgação)

Foi encaminhado ao Senado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a indicação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro Silva para ser embaixador do Brasil em Portugal. A indicação de Carreiro, que é maranhense, ainda precisa ser apreciada e aprovada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e pelo plenário da Casa antes que ele seja nomeado para o cargo.

Carreiro deixaria o TCU somente em setembro de 2023, quando completa 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. No entanto, a escolha dele para a embaixada tem o objetivo de abrir espaço para que o governo abra vaga na Corte de Contas e dê para os senadores indicarem o novo nome.

Esta vaga, no entanto, pode gerar desconforto no Senado. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), terá um impasse na escolha do próximo nome para compor o TCU. Ele tinha o plano inicial de dar a vaga ao senador Antonio Anastasia (PSD-MG), seu aliado. No entanto, dois outros senadores reivindicam o posto: Kátia Abreu (Progressistas-TO) e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

As negociações são para que dois deles desistam e a vaga não precise ser decidida no voto. Senadores evocam o histórico da Casa para considerar remota a chance de haver uma disputa entre dois ou três parlamentares em uma votação no plenário.

Nos bastidores, Bezerra Coelho, Kátia e Anastasia estão em campanha para o posto, mas evitam falar sobre o tema em público porque Carreiro ainda não deixou o TCU. O assunto deve avançar após Bolsonaro mandar a mensagem oficial ao Senado sobre a indicação para a embaixada. "Efetivamente acredito que o assunto só será tratado quando houver a oficialização", disse o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).

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