Superação

Dois transplantes de coração em São Paulo salvam gêmeos do Maranhão

Benjamim e Enzo foram diagnosticados com a mesma doença cardíaca, e depois de quase dois anos, receberam novos órgãos.
Imirante.com, com informações da Folha de S. Paulo07/10/2019 às 13h10
Dois transplantes de coração em São Paulo salvam gêmeos do MaranhãoFamília celebra transplantes no Instituto do Coração (Incor). (Foto: Marlene Bergamo)

SÃO PAULO - Os pais dos gêmeos Benjamim e Enzo, estão celebrando, depois de dois anos de espera, dois corações novos que os filhos ganharam no Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Naturais de Imperatriz (MA), os filhos de Mila Miranda Costa, de 35 anos, e Deivid Allan Costa da Silva, também de 35 anos, foram diagnosticados com a mesma doença cardíaca, chamada miocardiopatia dilatada.

Gêmeos univitelinos, Benjamim e Enzo apresentavam os mesmos sintomas, dificuldades para respirar e cansaço excessivo. Até chegar ao momento da cirurgia, a família passou quase dois anos de corrida contra o tempo, à espera de doadores, numa batalha que envolveu clínicos e cirurgiões, enfermeiras, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas, que mesmo depois do transplante, acompanham os pequenos pacientes.

Em 7 de novembro de 2017, Mila correu com Benjamim para um hospital em Imperatriz, mas não foi atendida porque seu plano de saúde ainda estava no prazo de carência. De nada adiantou Deivid dizer que se tratava de um caso de vida ou morte. Só 15% do coração de Benjamim estava funcionando. Já de madrugada, os pais foram pedir ajuda a um juiz de plantão no Fórum, que na mesma hora, mandou internar a criança na UTI.

Um dos pioneiros de transplante pediátrico do Incor, o cirurgião Marcelo, de 57 anos, comanda uma das seis equipes que operam de três a quatro crianças por dia. Foi ele o responsável pelo transplante de Benjamim, uma cirurgia sem intercorrências, que durou quatro horas.

“Aqui nós cuidamos não só dos pacientes, mas também das famílias, que têm um papel muito importante, principalmente no período pós-operatório, quando é maior o risco de rejeição”, afirmou o cirurgião.

Deivid e Mila já decidiram que a família agora vai morar em São Paulo, em um apartamento alugado no bairro Jardim Bonfiglioli (zona sul de SP), que fica próximo ao hospital onde os gêmeos farão exames periódicos.

Sem conseguir emprego na sua área, Deivid, que antes trabalhava como eletricista, está trabalhando como motorista de aplicativo, depois de pedir para uma tia mandar seu carro de Imperatriz para São Paulo. A renda da família também conta com a venda de bordados que Mila aprendeu a fazer lá mesmo.

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