Economia

Mercado financeiro reduz previsão para déficit nas contas públicas

Resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.
Kelly Oliveira / Agência Brasil15/08/2019 às 11h32
Mercado financeiro reduz previsão para déficit nas contas públicasOs dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia. (Foto: divulgação)

BRASIL - Instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Economia reduziram a previsão para o resultado negativo das contas públicas neste ano. A estimativa do déficit primário do Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, passou de R$ 105,918 bilhões para R$ 103,217 bilhões. A estimativa está abaixo da meta de déficit perseguida pelo governo de R$ 139 bilhões. O resultado primário é formado por receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

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Os dados constam da pesquisa Prisma Fiscal, elaborada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, com base em informações do mercado financeiro.

Para alcançar a meta, o governo já bloqueou R$ 33,4 bilhões do Orçamento deste ano. A desaceleração da economia faz o governo arrecadar menos que o originalmente planejado, levando a contingenciamentos.

Estimativa

Para 2020, a estimativa das instituições financeiras é de um déficit de R$ 70 bilhões, contra R$ 76,153 bilhões previstos em julho. A meta de déficit primário para 2020 é de R$ 124,1 bilhões.

A mudança na projeção para as contas públicas ocorreu porque as instituições preveem menos despesas, de R$ 1,415 trilhão para R$ 1,412 trilhão. A previsão para as receitas líquidas passou de R$ 1,308 trilhão para R$ 1,307 trilhão, neste ano.

Para 2020, a previsão de receita líquida do Governo Central é R$ 1,398 trilhão, contra R$ 1,399 trilhão prevista no mês passado. No caso da despesa total, a projeção ficou em R$ 1,473 trilhão, ante R$ 1,478 trilhão, previsto em julho.

A pesquisa apresenta também a projeção para a dívida bruta do Governo Central, que, na avaliação das instituições financeiras, deve ficar em 78,5% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), neste ano. A previsão anterior era 78,75% do PIB. Para 2020, a estimativa ficou em 80% do PIB, ante 80,2% previstos no mês passado.

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