No ensino superior

Disparidade: estudantes da rede privada são mais do que o dobro dos ingressantes no ensino superior, sinaliza IBGE

Escolas particulares aprovam 79% dos alunos; a rede pública, apenas 36%.
Educa Mais Brasil19/02/2019 às 17h00
Disparidade: estudantes da rede privada são mais do que o dobro dos ingressantes no ensino superior, sinaliza IBGEOs dados são parte da Síntese de Indicadores Sociais 2018, divulgados pelo IBGE. (Foto: divulgação)

BRASIL - Os comparativos entre os números das redes pública e privada de ensino revelam um abismo entre ambos. Enquanto 79,2% dos alunos das escolas particulares ingressam na faculdade, o índice cai para 36% entre as escolas públicas. O diferencial entre as redes de ensino foi mantido para as pessoas de 18 a 24 anos e de 25 a 44 anos de idade – e foi cerca de 2,4 vezes maior.

Os dados são parte da Síntese de Indicadores Sociais 2018, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na compilação, é considera como “taxa de ingresso” o percentual da população com pelo menos o ensino médio completo que iniciou o ensino superior.

Quando a análise é associada à rede de ensino, à cor ou raça há também diferenças na taxa de ingresso: nas escolas privadas, 81,9% dos brancos começaram a faculdade e, nas públicas, apenas 42,7%. Entre os pretos e pardos, 71,6% dos estudantes de escolas privadas entraram no ensino superior e, nas públicas, 29,1%.

Trabalho x Falta de dinheiro

A Síntese de Indicadores Sociais 2018 também analisou as pessoas de 18 a 29 anos que não estudavam e que concluíram o ensino médio, mas não o ensino superior. O trabalho é a principal justificativa para as pessoas não estudarem – seja por estarem empregadas, por estarem a procura de uma colocação ou por iniciarem em breve uma nova ocupação. Este motivo abarca 48,9% dos homens e 33,6% das mulheres.

Entre as mulheres, 18,5% apontaram que a falta de dinheiro para pagar as despesas – tais como mensalidade, transporte, material escolar, entre outros – era o principal motivo para não dar continuidade aos estudos. Entre os homens, a taxa cai para 15,8%. Neste ponto, equilibrar as contas da faculdade com o orçamento familiar é um desafio.

“Nossos gastos principais são com saúde, alimentação e com a educação das crianças. Eu ainda preciso arcar com os gastos da minha graduação”, explica a estudante de Gestão Comercial, Sheila Alme. Para diminuir o impacto financeiro, a graduanda conta com bolsa de estudo viabilizada pelo Educa Mais Brasil, o maior programa de inclusão educacional do país.

Para o primeiro semestre de 2019, são mais de 400 mil oportunidades para o ensino superior com até 70% de desconto na mensalidade. O desconto favorece as famílias que, em grande parte, no Brasil têm renda per capita de R$ 1.268 mensais. No caso de Alme, em que a renda da família é de R$ 837.42 por mês, a bolsa de estudo alivia o peso das contas.

“Somos sete, sendo que apenas quatro trabalham. A maioria das pessoas aqui em casa são autônomas e recebem o equivalente a um salário mínimo, mas isso não acontece em todos os meses, o que dificulta um pouco, já que as nossas despesas são mensais”, desabafa.

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