Economia

Barbosa: reajuste do Judiciário terá base em propostas para pessoal do Executivo

Para o ministro, o reajuste é incompatível com a realidade da economia brasileira.
Wellton Máximo/Agência Brasil03/07/2015 às 06h04

BRASÍLIA - Os reajustes para as carreiras do Judiciário se basearão na proposta do governo para os servidores do Poder Executivo, disse nessa quinta-feira hoje (2) o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. Segundo ele, as negociações terão como ponto de partida a proposta de reajuste de 21,3% em quatro anos, a partir de 2016.

Após reunião com grupos de investidores, em Nova York, Barbosa voltou a declarar que o reajuste de 53% a 78,56%, aprovado nesta semana pelo Senado, é incompatível com o equilíbrio fiscal e a realidade da economia brasileira. Para ele, os aumentos salariais não são sustentáveis, e provocam efeito cascata sobre as contas públicas. Ele classificou o tema como prioritário dentro do Ministério do Planejamento.

De acordo com o Planejamento, a proposta aprovada pelos senadores provocará impacto fiscal de R$ 25,7 bilhões até 2018. A categoria, de acordo com o ministério, teve reajuste em torno de 60% entre 2005 e 2008 e foi contemplada com aumento de 15,8%, pagos em parcelas anuais de 2012 a 2015.

Em visita aos Estados Unidos, Barbosa participou de reunião com cerca de 60 investidores. Ele apresentou os principais dados sobre a economia brasileira, explicou as medidas de ajuste fiscal e detalhou os projetos do Programa de Investimento em Logística, que prevê concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos ao setor privado.

Após o encontro, Barbosa disse que empreiteiras norte-americanas e de vários países da América Latina manifestaram interesse nos projetos, principalmente em portos e aeroportos. Ele disse aos investidores que o Brasil está passando por um período de transição, e as medidas de ajuste fiscal e monetário, postas em prática pelo governo, são necessárias para levar o país a novo ciclo de desenvolvimento.

Barbosa anunciou que Brasil e Estados Unidos estudam a criação de um centro de infraestrutura coordenado pelos dois países. O órgão teria como objetivo facilitar a comunicação e coordenação de áreas de interesse comum no setor.

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