Ministro divulga dados preliminares do Censo Escolar 2002

Agência Brasil 30/08/2002 às 09h03

O número de matrículas no ensino médio regular no Brasil cresceu 5% em relação ao ano passado, com 386 mil novos estudantes, e a educação infantil continua em processo de inclusão de novos alunos, tendo um aumento de 4%. As informações foram fornecidas pelo ministro da Educação, Paulo Renato, que anunciou na manhã de hoje os dados preliminares do Censo Escolar 2002.

O Censo revela que o país tem mais de 54 milhões de alunos na educação básica - um acréscimo de um por cento no número total desses alunos -, que compreende creche, pré-escola, ensino fundamental, médio, educação de jovens e adultos e educação especial. Do total, 87% são matriculados na rede pública. O país tem cerca de 214 mil estabelecimentos de ensino, entre públicos e privados.

“Tanto a evasão escolar quanto a repetência estão diminuindo. É por isso que nós temos esse crescimento importante no ensino médio”, destacou Paulo Renato, completando que a meta estipulada em 1998, de 10 milhões de alunos matriculados no ensino médio, foi atingida

“O resultado do censo trouxe-me grande alegria, porque mostra a consolidação das tendências que estamos desenvolvendo. Acredito, com base nesses dados, que daqui a alguns anos nós vamos realmente chegar a uma situação de equilíbrio, com o crescimento do ensino fundamental correspondendo ao crescimento da população”, destacou Paulo Renato, completando que os resultados estão de acordo com a expectativa do Ministério e que não causaram surpresa.

Ele mencionou a melhoria da qualificação dos professores. “Isso mostra que não estamos preocupados com a quantidade, mas com a qualidade. A qualificação dos professores apresentou saltos espetaculares nesse período, com uma queda significativa dos professores leigos e um aumento dos com nível superior”, disse Paulo Renato

Segundo o levantamento, houve também um aumento nas matrículas do ensino especial, que bateu recorde em 2002, crescendo 36%, sendo que o aumento médio nos anos anteriores não passou de 23%. As necessidades especiais consideradas pelo Censo são visual, auditiva, mental, física, entre outras.

“Essa foi uma política que nós perseguimos ao longo desses sete anos e que hoje começa a se revelar. As redes de ensino regular estão trazendo as crianças portadoras de necessidades especiais para dentro da escola”, frisou o ministro.

"Já avançamos muito, mais ainda é preciso avançar mais com a universalização da educação básica, além de completar o processo de melhoria da formação dos professores”, frisou o ministro.

“Acho que ainda não chegamos onde deveríamos já estar, na universalização de toda a educação básica, porque houve, ao longo das décadas, uma desatenção com a educação. Nesses anos do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, nós conseguimos avançar muito, mas é preciso continuar esse avanço”, concluiu Paulo Renato, dizendo que espera que até o final do ano possa divulgar os dados referentes ao Ensino Superior.

Os resultados preliminares do Censo Escolar 2002 foram publicados no Diário Oficial da União de hoje.

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