Operação simultânea no MA,PI e PR

Operação interestadual prende envolvidos em morte de corretor no Piauí

A ação policial ocorre em Balsas, Alto Parnaíba, Santa Filomena (PI) e Lupionópolis (PR).
Imirante Imperatriz22/02/2017 às 20h40

BALSAS – A Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP), juntamente com e Delegacia Regional de Balsas e Polícia Civil do Estado do Paraná, deflagrou nesta quarta-feira (22), uma operação para cumprir mandados de prisão, mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.

A ação policial ocorre simultaneamente nas cidades de Balsas, Alto Parnaíba, Santa Filomena (PI) e Lupionópolis (PR).

A Operação Penitente teve por objetivo cumprir as ordens judiciais expedidas pela juíza Nuza Maria Oliveira Lima, da comarca de Alto Parnaíba (PI).

Estão na lista para cumprimento os Mandados de Prisão temporária (30 dias) em desfavor de Ricardo Wagner Pondestá Romero, residente em Lupionópolis (PR); Paulo Alves Lopes, vulgo "Paulo Catira"; Luís Antônio Canuto de Souza e Alaíse Maria de Castro Lustosa, os três residentes em Alto Parnaíba (PI) e Evilásio Alves Pereira, residente em Santa Filomena (PI).

A ação policial, também, visa cumprir a Autorização de busca e apreensão nos endereços de Paulo Alves Lopes e Luís Antônio Canuto de Souza, em Alto Parnaíba e Laimert Domingues da Cruz Neto, em Balsas.

As conduções coercitivas autorizadas pela Justiça foram em desfavor de Francisco Aldino Rech, vulgo "Chico Paraná"; Orivaldo Falavigna e Laimert Domingues da Cruz Neto.

Ao fim do dia a ação prendeu Paulo Alves, o "Paulo Catira" e Ricardo Wagner Pondestá Romero, enquanto os demais não foram localizados pelas equipes policiais.

Na casa de Laimert Domingues os policiais apreenderam uma caminhonete F-250 relacionada com o inquérito policial, que apura o homicídio que vitimou o corretor de terras Edivá Dias Vieira, ocorrido no dia 9 de junho de 2010.

A operação

A Operação Penitente é um desdobramento da Operação Alto Parnaíba, que teve como objetivo apurar o assassinato do corretor Edivá Dias Vieira, crime que causou grande repercussão nessa região do Maranhão e Piauí.

A vítima foi assassinada dentro de casa com um tiro na cabeça, após abrir a porta da sala.

O pistoleiro fugiu numa moto tomando rumo do Tocantins, acompanhado de um comparsa.

Investigação desenvolvida pelo DHI/SHPP em Alto Parnaíba, Santa Filomena/PI e no Paraná concluíram que a morte do corretor foi oriunda de um consórcio entre os fazendeiros Ricardo Wagner Pondestá, Paulo Alves Lopes, vulgo "Paulo Catira", Luís Antônio Canuto de Souza e Evilásio Alves Pereira.

A motivação do crime foi grilagem de terras na região da Serra do Penitente, em Alto Parnaíba/MA. A vítima ameaçava denunciar a "máfia" de grilagem de terras na região.

Já Alaíse Maria de Castro Lustosa, ex-companheira da vítima, sabia da empreitada criminosa para matar Edivá, no entanto, nada fez para evitá-lo.

As investigações concluíram que Edivá foi morto por um pistoleiro identificado como "Boiadeiro", oriundo do Paraná, contratado pelo fazendeiro Ricardo Pondestá. Em Alto Parnaíba, o pistoleiro recebeu apoio logístico dos demais partícipes para concretizar o assassinato de Edivá, deixando o caminho livre para a associação criminosa grilar as terras naquela região, rica na produção de soja.

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