Investigação

Elo de bando que atuou em Bacabal é identificado pela polícia

Segundo a investigação, a quadrilha mantém base na Bahia, possui aproximadamente 80 integrantes e é a maior em assalto a bancos do Nordeste.
Imirante.com / com informações da SSP27/11/2018 às 20h50
Elo de bando que atuou em Bacabal é identificado pela políciaJosé Francisco Lumes, o Zé de Lessa, é considerado de altíssima periculosidade. (Foto: divulgação)

SÃO LUÍS - Já foi identificado, pelas forças policiais do Maranhão, o elo maranhense que foi usado pela quadrilha formada por criminosos de outros Estados e que atacou uma agência do Banco do Brasil, no município de Bacabal, na noite do último domingo (25).

Saiba mais: Polícia identifica dois assaltantes mortos em confronto em Bacabal

Segundo a investigação, a quadrilha mantém base na Bahia, possui aproximadamente 80 integrantes e é a maior em assalto a bancos do Nordeste. Tem interligação nos nove estados da região e ramificações no Uruguai, onde vive o líder do grupo, identificado como José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, considerado de altíssima periculosidade. “Não teremos dificuldade para buscá-lo em ação integrada com Polícia Federal, a Interpol e a polícia daquele país”, declarou o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (27).

Já o irmão de Zé de Lessa, que estava coordenando a ação em Bacabal, foi morto no confronto. Edielson Francisco Lunes, natural da Bahia, tinha a função de subchefe do grupo. Também foram mortos, Warley dos Reis Souza, o Bombado, que é paraense; e Gean Martins Rocha, de Araguaina, no Tocantins. Pelo menos 30 membros da quadrilha vieram para o Maranhão participar do assalto a Bacabal, segundo a polícia.

O policiamento especializado maranhense está de prontidão em pontos estratégicos de municípios próximos a Bacabal para interceptar e capturar os membros da quadrilha. Militares do Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar) realizam barreiras, revistas, utilizam aeronaves e monitoram vias e acessos ao longo de, pelo menos, sete municípios, na busca dos demais membros da quadrilha.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) trabalha com apoio da Interpol, Centro de Controle da Aeronáutica, polícias dos Estados onde há atuação da quadrilha e, também, forças policiais do Uruguai. Portela esclareceu que não é comum essa modalidade de assalto no Maranhão, conhecida como Novo Cangaço - comparado ao bando de Lampião quando as quadrilhas agem com grande violência e terrorismo. Lembrou que as seis grandes quadrilhas que tentaram atacar instituições financeiras no Maranhão com essa modalidade de assalto foram impedidas. “Todos foram presos e os casos solucionados”, lembrou.

Resultado da ação policial, diversas armas e munição de grosso calibre apreendidas e oito pessoas detidas - destes dois militares, sendo um do Maranhão e outro do Piauí. A polícia recuperou um total de R$ 3,7 milhões que estavam com populares e um policial. Todos serão interrogados. A quantia subtraída ainda não foi divulgada pela instituição bancária.

Na coletiva, o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, ressaltou que não foi repassada à polícia qualquer informação da instituição financeira sobre recebimento de quantia em dinheiro bem maior que de costume, pois quando isso ocorre é montado esquema prévio de reforço da segurança. Portela lembrou que a SSP-MA mantém permanentemente no município um grupamento do Cosar - equipe formada por militares especializados nas operações em áreas de difícil acesso - e que utilizam armamento de alta tecnologia. A equipe é responsável por garantir a segurança e regularidade das ações em dias de pagamento. O secretário disse, ainda, que nenhuma agência de atendimento ao público foi atacada, mas, apenas a empresa ligada ao banco.

“Este policiamento é destacado para a cidade e pelo menos um dia antes dos pagamentos organiza as estratégias de ação para prevenir ocorrências. Não fomos informados pela instituição que chegaria montante maior que o habitual, de outra forma, a quadrilha não teria entrado na cidade e não teria cometido o assalto. O grupamento militar especializado estava no quartel, de prontidão, para suas atividades na data dos pagamentos. Se tivesse sido acionado, se anteciparia, por se tratar de maior volume financeiro”, enfatizou Portela.

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