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Torcedores usam as superstições para ver o Brasil hexacampeão

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Sofrer faz parte, mas, para evitar a angústia dos gols perdidos, muitos torcedores não confiam somente na habilidade dos jogadores convocados e lançam mão das suas próprias estratégias, fora de campo

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Torcedores usam as superstições para ver o Brasil hexacampeão
Na hora, torcedor apela para o que deu sorte

Falta um dia para o início de mais uma Copa do Mundo de Futebol. A abertura, amanhã, 14, será transmitida para o mundo todo, diretamente da Rússia, sede dos jogos de 2018. Apenas três dias depois, o Brasil estreia na competição, contra a Suíça. É inegável que a Copa do Mundo mexe com os brasileiros apaixonados por futebol, os torcedores que ficam com taquicardia durante as partidas, vibrando pelas vitórias e temendo as derrotas em campo, especialmente por causa de um trauma, digamos, coletivo. “Aquele jogo contra a Alemanha, em 2014, em que o Brasil perdeu dentro de casa por 7 x 1, ainda está muito fresco na memória dos brasileiros, mas a esperança do hexa parece ter ressurgido após o amistoso contra a Croácia, no comecinho deste mês”, lembra o cronista esportivo da Rádio Mirante AM, Tércio Dominici.

Sofrer faz parte, mas, para evitar a angústia dos gols perdidos, muitos torcedores não confiam somente na habilidade dos jogadores convocados e lançam mão das suas próprias estratégias, fora de campo - aliás, bem longe dele - para dar uma forcinha à Seleção Brasileira. Muitas são as superstições às quais algumas pessoas se apegam para garantir que, em 2018, todos comemorem o hexa.

“A dica é não contar somente com a sorte para alcançar o que queremos", diz psicóloga Celiane Chagas

Mas será que as superstições ajudam mesmo? Segundo a psicóloga Celiane Chagas, do Hapvida Saúde, ao contrário do que muitos possam pensar, a psicologia também se ocupa de estudar o comportamento supersticioso. “No comportamento supersticioso, a relação entre a resposta e o estímulo que a segue é de contiguidade, ou seja, os fatos ocorrem em espaço temporal muito próximo, mas um não depende do outro para ser ou acontecer”, explica a especialista, que cita um exemplo: “Toda vez em que o seu time joga, você vai atrás do seu ‘boné da sorte’, aquele usado quando a equipe foi campeã, anos atrás.
Nesse caso, usar o boné é um comportamento supersticioso, reforçado ‘acidentalmente’ pela vitória conquistada”.

A especialista garante que ser supersticioso não é necessariamente um problema, desde que isso não atrapalhe a vida pessoal e nem afete a de outras pessoas. “A dica é não contar somente com a sorte para alcançar o que queremos. É sempre bom e produtivo pensar sobre quais as reais relações de causa e efeito controlam o nosso comportamento, o que pode ser a chave para grandes e importantes mudanças”, recomenda Celiane Chagas.

SUPERSTIÇÕES

Mesma roupa e mesmo lugar
"Se eu uso uma camisa no primeiro jogo e o Brasil ganha, uso em todos, até o final. Agora, se a Seleção perde ou empata, não uso a roupa nunca mais. Além disso, se assistimos em um bar e o time ganha, vamos a esse bar até o último jogo também". Palavras da advogada Tatiana Costa, que adora futebol e sempre para o que estiver fazendo para ver os jogos do Brasil.

Tatiana Costa sempre usa a camisa da vitória



Só em casa
O autônomo Marlon Souza costuma ser um pouco mais “rígido” com quem assiste aos jogos ao lado dele. Marlon só assiste em casa, mas gosta de parentes e amigos por perto, para engrossar a torcida. Porém, tem algumas regrinhas que todo mundo presente precisa seguir: "Se o Brasil ganha o primeiro jogo, quero que as mesmas pessoas estejam nos próximos, sem nenhum convidado a mais ou a menos. Não pode faltar nenhum pé-quente e nem pode entrar nenhum potencial pé-frio. E de preferência faço os convidados se sentarem nos mesmos lugares”, conta sorrindo.

Tereza mantém tudo igual e Marlon torce em casa

Tudo no mesmo lugar
Sabe aquele ditado que diz que “em time que está ganhando não se mexe”? Pois muitos torcedores fanáticos levam isso ao pé da letra mesmo. “As bandeiras, os terços, os escapulários devem ficar pendurados sempre no mesmo lugar. Se mexer, se trocar, já era!”, revela a dona de casa Tereza Almeida sua mania pessoal.

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