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Segundo turno

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Segundo turno

A manipulação dos números da pesquisa Data Ilha - cujas irregularidades foram confessadas pelo próprio instituto à Justiça Eleitoral - deu uma certeza mais clara no Maranhão: o segundo turno das eleições para governador está definido no estado. E o governador Flávio Dino (PCdoB) de tudo faz para evitar esta possibilidade.
E o segundo turno não se define apenas pelos números manipulados do Data Ilha - apenas um entre vários com os mesmos problemas divulgados a partir do Palácio dos Leões. Essa definição se dá pelo potencial de crescimento dos principais adversários do governador comunista.
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), por exemplo, não sai da disputa em primeiro turno com menos de 40% das intenções de voto, segundo todas as previsões. Além dela, é provável que tanto o senador Roberto Rocha (PSDB) quanto a ex-prefeita Maura Jorge (PSL), também tenham crescimento significativo, por conta, sobretudo, da força de seus candidatos a presidente - Geraldo Alckimin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL), respectivamente.
Numa outra ponta, está o ex-secretário Ricardo Murad (PRP), que também se movimenta forte como pré-candidato e já decidiu levar a candidatura até o fim. E se o deputado Eduardo Braide (PMN) decidir mesmo entrar na disputa, o quadro de segundo turno se consolida definitivamente.
Talvez até por esta característica deste pleito é que Flávio Dino decidiu usar números manipulados para catapultar sua candidatura. E acabou denunciado na Justiça Eleitoral.

Reclamação
O governador Flávio Dino tem reclamado nos bastidores da pressão do ex-secretário Márcio Jardim por uma vaga ao PT na chapa majoritária.
Jardim quer porque quer ser candidato a senador, mesmo com o comunista já tendo definido seus preferidos.
Para Dino, Jardim está atrapalhando o cronograma de definições dos nomes para a disputa dentro da base governista.

Ultraesquerda
O PCB e o PSOL vão formar coligação para as eleições de outubro no Maranhão.
Os dois partidos devem apoiar Odívio Neto (PSOL) para a disputa pelo Governo do Estado.
Odívio, que enfrentou resistência no próprio PSOL, agora espera contar com o apoio dos comunistas do Partidão.

De fora
Dos chamados partidos de ultraesquerda, apenas o PSTU ainda não se manifestou em relação às eleições de 2018.
O partido tinha como principais lideranças os sindicalistas Luiz Noleto e Marcos Silva, que deixaram a legenda.
Hoje, Silva é um dos principais defensores do governo do PCdoB nas redes sociais.

Ultradireita
Enquanto a ultraesquerda se movimenta de forma difusa para as eleições de outubro, a ultradireita está em clima de festa.
No Maranhão, o coronel Monteiro Segundo confirma que vai mesmo disputar o Governo do Estado.
Defensor declarado da candidatura de Jair Bolsonaro, Monteiro quer dividir o palanque do presidenciável com a ex-prefeita Maura Jorge.

Inelegível
Condenada em última instância no STF, a ex-prefeita de Maranhãozinho, Detinha, está definitivamente inelegível.
Ela é mulher do deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR), e se preparava para disputar a vaga do marido na Assembleia Legislativa.
Mesmo assim, Josimar vai continuar insistindo na campanha da mulher.

Honraria
Tem repercutido negativamente a oferta de medalhas do Mérito da Assembleia Legislativa pelo deputado estadual Neto Evangelista (DEM).
O parlamentar decidiu homenagear com a maior honraria da Casa artistas de peso nacional, como Preta Gil e Pablo Vittar.
Para a crítica, no entanto, não há registro de ações dessas personagens que justifiquem o reconhecimento público por parte da Assembleia.

DE OLHO

R$ 880 mil É o valor que entrou e saiu da conta do PCdoB, em 2014, sem que se saiba de onde tenha vindo e para onde tenha ido depois de usado pelos comunistas.

E MAIS

• O governador Flávio Dino decidiu registrar seu atual vice, Carlos Brandão, e declara aos aliados que pretende pagar para ver sua possível inelegibilidade.

• O ex-governador José Reinaldo Tavares pretende ter uma última conversa com o presidenciável Geraldo Alckmin sobre o palanque do PSDB no Maranhão.

• A medalha do Mérito de Manoel Beckman, ofertada na Assembleia, exige alguns pré-requisitos básicos dos agraciados.

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