Eleições 2018

Prioridade de Ciro é fechar aliança à esquerda com PSB

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Coordenador de campanha diz que socialistas têm mais afinidade ideológica com o PDT

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Ciro Gomes quer aliança com o PSB
Ciro Gomes quer aliança com o PSB

O ex-governador do Ceará Cid Gomes, coordenador político da campanha do irmão Ciro Gomes ao Planalto, afirmou que a prioridade do pré-candidato do PDT é fechar aliança eleitoral com o PSB. "Estamos focados em concretizar uma aliança com o PSB. Mas conversar, nós conversamos com todo mundo", afirmou Cid. Ele admitiu que Ciro tem conversado com partidos do chamado Centrão, entre eles, DEM e PP. Mas reforçou que o foco é conseguir apoio dos pessebistas em razão da afinidade ideológica entre os dois partidos.

A afirmação do ex-governador ocorre após líderes do Centrão intensificarem acenos em busca de uma aproximação política com Ciro, em reação ao fraco desempenho do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto. De acordo com dados divulgados no domingo passado pelo Datafolha, o tucano aparece estacionado com 7%, pior desempenho para um candidato do partido ao Planalto em quase 30 anos.

O PSB, porém, ainda não decidiu como vai se posicionar na disputa presidencial. Após o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa desistir de ser candidato ao Planalto pela legenda, líderes do PSB dizem considerar três alternativas: uma aliança com o PT; uma coligação com Ciro Gomes ou não se coligar formalmente com nenhuma sigla e, assim, liberar seus filiados a apoiarem quem quiserem.

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Embora tenha o PSB como prioridade, Cid tem mantido diálogo com integrantes do Centrão. No fim de semana, conversou por telefone com o prefeito de Salvador, ACM Neto, que é presidente nacional do DEM. Nesta quarta-feira, 13, está previsto um encontro em Brasília com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já admitiu a aliados que deverá desistir da disputa presidencial

Segundo Cid, uma aliança com o Centrão não será incoerente para Ciro - que defende propostas de centro-esquerda e costuma fazer críticas às pressões dessas legendas por cargos no Executivo em troca de apoio no Legislativo. "O Ciro quer ser o presidente de todos os brasileiros. O espectro ideológico dele é de centro-esquerda, mas já governamos com todos esses partidos em nossas gestões. O PP e o DEM, por exemplo, são nossos aliados no Ceará", afirmou ele.

O ex-governador lembra que ele e o irmão têm "boa relação" com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI) - que é investigado pela Operação Lava Jato -, e com o vereador carioca César Maia (DEM), pai do presidente da Câmara.

"O César Maia foi um dos entusiastas da candidatura do Ciro em 2002", disse Cid, em referência ao pleito em que o ex-ministro disputou o Planalto pelo PPS e contando com o apoio do DEM (então PFL).

'Fofoca'

Em evento à noite em Niterói (RJ), Ciro Gomes negou que esteja negociando alianças com DEM e PP e classificou como "fofoca" a informação de que líderes dos dois partidos ficaram melindrados com o pedetista depois que ele afirmou, na sexta-feira passada, que só faria alianças com DEM e PP após firmar acordo com PCdoB e PSB.

"Nesse instante (da pré-campanha eleitoral) há muito mais fofoca e intriga em cima da fofoca do que realidade. O DEM tem um candidato a presidente, e não seria eu a cometer a indelicadeza de passar por cima de uma candidatura. Nesta quarta, se o Democratas entender que o projeto que eu estou advogando merece uma reflexão, eu reagirei com todo respeito. A mesma coisa vale para o PP", afirmou o pré-candidato do PDT.

Ciro participou do lançamento da pré-candidatura do correligionário Chico D'Ângelo a deputado federal. Ele chegou ao evento acompanhado por Carlos Lupi, presidente do PDT, e por lideranças políticas locais, como o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, do mesmo partido.

Fachin quer ouvir PGR sobre suspensão de prisão de Lula

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ouvir primeiramente a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender sua prisão.

A defesa do ex-presidente, preso há mais de dois meses, entrou no início deste mês com um novo pedido de liberdade no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A petição é para que as Cortes suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex no Guarujá (SP) até que julguem no mérito os recursos extraordinário (analisado no STF) e especial (do STJ).

"Diante da relevância do tema, faz-se mister que se ouça a Procuradoria-Geral da República previamente. Destarte, abra-se vista à PGR. Publique-se. Intime-se", determinou Fachin, em decisão assinada segunda-feira, 11.

Os recursos contra a condenação que resultou na prisão de Lula ainda precisam ser admitidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que já rejeitou a concessão de efeito suspensivo no caso.

Álvaro Dias vê dificuldade

para aliança ao centro

Pré-candidato do Podemos faz aceno para a ex-ministra Marina Silva

Pré-candidato à Presidência pelo Podemos, o senador Alvaro Dias (PR) afirmou, nessa segunda-feira (11/6), achar difícil a consolidação de uma candidatura única do chamado centro nas eleições presidenciais. Evitando abrir mão de seu nome na disputa, o senador considera que pelo menos duas candidaturas no campo se manterão na corrida pelo Planalto.

"Eu considero difícil. Entendo que é possível reduzir o número de candidaturas, isso sim, são vários os candidatos do centro, é possível reduzir o número talvez a dois", disse o presidenciável.

Alvaro afirmou que não vê nem o Podemos nem o PSDB, que tem o ex-governador paulista Geraldo Alckmin como presidenciável, desistindo de suas pré-candidaturas ao Planalto. Para o senador, ex-tucano e que diz defender um projeto de "refundação da República e ruptura com o sistema corrupto atual", não há clareza em relação à defesa do mesmo projeto em outras candidaturas.

O presidenciável fez ainda um aceno para a ex-ministra Marina Silva, pré-candidata da Rede ao Planalto, que na pesquisa de intenção de votos do Datafolha divulgada no domingo figura em segundo lugar nos cenários em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é candidato e tem a liderança das intenções de voto para o segundo turno, também com a ausência do petista. "Vencendo ou não as eleições, ela é protagonista e estará na cena política certamente com uma presença sempre exigida."

O pré-candidato adotou um tom de cautela em relação às propostas de privatização de estatais. Alvaro disse que não se pode vender empresas "na bacia das almas", se posicionou contrário a privatizar a Petrobrás e afirmou que é ainda preciso discutir a situação da Eletrobrás.

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