Período junino

Comidas típicas podem ser um risco para a saúde do consumidor

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Em vista da prevenção de eventuais problemas que podem comprometer a saúde do consumidor, a Vigilância Sanitária Municipal realiza capacitação e fiscalização nos arraiais em São Luís

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Alimentos comercializados no período junino são alvo da Vigilância Sanitária
Alimentos comercializados no período junino são alvo da Vigilância Sanitária

Mingau de milho, tortas de camarão e de caranguejo, arroz de cuxá e outras iguarias típicas vendidas nos tradicionais arraiais espalhados pela grande São Luís a esta época do ano podem ser um perigo para a saúde do indivíduo. Em vista do problema, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária Municipal, tem realizado fiscalização durante as noites juninas que já começaram na capital.

As comidas que ficam expostas nas barracas e enchem os olhos dos maranhenses nos terreiros juninos, necessitam de um cuidado especial para que a festa seja só alegria. Pensando no bem-estar da sociedade ludovicense, a Coordenaria da Vigilância Sanitária da capital tem realizado capacitação, assim como nos anos anteriores, para ensinar cuidados no manuseio e o cuidado que se deve ter em preparar os alimentos e condicioná-los para que não seja comercializado já estragado.

As ações dispostas nas capacitações realizadas pela Vigilância Sanitária objetivam pontos essenciais de conservação das comidas típicas para evitar contaminação por bactérias presentes e consequentes infecções gastrointestinais nos consumidores.

Durantes as fiscalizações, caso sejam encontradas irregularidades nos alimentos oferecidos aos apreciadores da cultura juninas em São Luís, os produtos serão efetivamente recolhidos pelo órgão.

A coordenadora da Vigilância Sanitária do município de São Luís, Zilmar Rodrigues, disse que a fiscalização se dá tanto nos arraiais oficiais como nos particulares, e que as próprias associações têm solicitado assistência in loco para melhor orientação dos idealizadores de arraiais distribuídos por diversos bairros da capital. “Avaliamos os locais, a estrutura que está sendo oferecida, inclusive de banheiros. Durante os arraiais são oferecidos alimentos de uma forma bem artesanal. Não existe uma pia para lavagem das mãos, dos alimentos. Então, por isso oferecemos os treinamentos de boas práticas de manipulação de alimentos para os manipuladores”.

Zilmar Rodrigues salientou, ainda, que a fiscalização é feita a partir do momento em que os barraqueiros que comercializam as comidas típicas pedem a liberação à Blitz Urbana, que cadastra os dados e passa para a Vigilância Sanitária. “Nós fazemos um treinamento ensinando como conservar e armazenar o alimento, orientando para que esteja em condições especiais e também sobre o tempo que ele [o alimento] pode estar exposto”.

Cuidados

É preciso tomar cuidado em vários aspectos, principalmente quanto a higiene. Esta dica não é só importante para quem vai preparar os alimentos para comercialização, mas também para quem vai consumi-los.

Não menos importante que cuidar da higiene, quanto para quem prepara e para quem vai consumir, é garantir e ter garantia da qualidade dos alimentos a serem consumidos. Infelizmente, ainda há quem prepare os alimentos a serem comercializados de qualquer forma e em qualquer ambiente, condições que podem comprometer a saúde pública.

Dicas

- preferir alimentos frescos e evitar consumir aqueles que estejam expostos há muito tempo

(alimentos expostos há muito tempo, ao alcance do público, pode ser contaminado através de gotículas de saliva e da poeira, depende do local onde esteja instalada a barraca de comidas, sendo um meio de cultura fácil para a proliferação de germes)

- caldo, canjica e mingau devem ser servidos quentes; não confundir o quente com o morno, pois isso pode levar a contaminação, em vista do tempo em que o alimento ficou mantido em determinado recipiente

- alguns alimentos, preparados indevidamente, por quem deixou, inclusive, de lavar as mãos, podem a contaminação por bactérias que liberam toxinas, a desenvolver sintomas no indivíduo muito tempo depois da ingestão. Por isso, é importante se certificar do alimento que vai ser consumido.

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