Lava Jato

Triplex atribuído a Lula é arrematado com oferta de R$ 2,2 milhões

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Prazo final para a primeira praça era até as 14h de ontem; vencedor terá 72 horas para fazer o pagamento

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Triplex que foi atribuído pelo Ministério Público Federal ao ex-presidente
Triplex que foi atribuído pelo Ministério Público Federal ao ex-presidente

CURITIBA - O triplex em Guarujá (SP), atribuído pelo Ministério Público Federal (MPF) ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi arrematado por R$ 2,2 milhões. O prazo final para a primeira praça era até as 14h de ontem.

O lance foi feito por um usuário de Brasília faltando quatro minutos para o término do leilão. O vencedor terá 72 horas para fazer o pagamento. O leiloeiro tem comissão de 5% do valor da venda.

De acordo com os organizadores da Marangoni Leilões, responsável por conduzir o leilão, também houve um lance de R$ 2,2 milhões, mas o usuário enviou um email dizendo que ofertou equivocadamente. O juiz Sérgio Moro cancelou a proposta, de acordo com os organizadores. Até a publicação da reportagem, o imóvel tinha sido visualizado no site por mais de 53 mil pessoas.

O juiz Sérgio Moro ordenou a venda em leilão público em janeiro deste ano. No despacho, ele afirmou que o imóvel foi "inadvertidamente penhorado, pois o que é produto de crime está sujeito a sequestro e confisco e não à penhora por credor cível ou a concurso de credores".

Na decisão, Moro também disse que atualmente o triplex não pertence à OAS Empreendimentos nem ao ex-presidente Lula. "Está submetido à constrição da Justiça e será alienado para que o produto reverta em benefício da vítima, a Petrobras", afirmou.

Investigações

Lula foi condenado em duas instâncias no processo que envolve o triplex – em primeira, a pena fixada foi de 9 anos e 6 meses de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro; em segunda, a 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado.

Ele foi acusado pelo MPF de receber propina da empreiteira OAS. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras.

Lula cumpre pena, desde 7 de abril, em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

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