Denúncia

Pacientes reclamam de demora no atendimento na UPA do Vinhais

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Espera longa é relatada; faltam médicos e demais profissionais de saúde para cumprir a demanda de atendimentos e procedimentos

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Muitas pessoas buscam a UPA do Vinhais, mas as reclamações sobre o atendimento são constantes
Muitas pessoas buscam a UPA do Vinhais, mas as reclamações sobre o atendimento são constantes

SÃO LUÍS - Pacientes que procuram atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Vinhais reclamam da longa demora para serem atendidos e da superlotação.

De acordo com a comerciante Maria Telma, a situação é de falta de organização, pois não deveria haver a quantidade de pessoas esperando por atendimento, que ela encontrou ontem, 15, quando levou o marido à UPA em busca de auxílio médico.

“Cheguei aqui às 7h. Os médicos vão para o descanso e deixam muita gente passando mal. Crianças, pessoas idosas e deficientes passam horas esperando por atendimento”.

Além da demora relatada, a comerciante demonstrou sua indignação quanto à burocracia para prosseguimento no atendimento. “A gente precisa fazer ficha quatro vezes, e a situação é de emergência”, frisou.

Atendimento

A aposentada Ana Cristina Campos disse ter levado sua secretária, que estava há três dias com dores no braço, para atendimento. No momento em que aguardava ser chamada, outro casal chegou e, por conhecerem uma enfermeira da UPA, a mulher foi atendida primeiro que as outras que estavam em situação pior. “Vi coisas que não me agradaram e que eu achei desumano. Um rapaz chegou com sua esposa, foi atendido com menos de 10 minutos que havia chegado, porque passou uma enfermeira que era conhecida deles”.

A aposentada disse ter presenciado, ainda, pessoas que estavam aguardando passando muito mal; pessoas vomitando, que desmaiaram e muito gripadas, esperando por atendimento, e que não havia médico para atender à demanda. Quem precisa da UPA do Vinhais reclama da situação precária em que a unidade se encontra. O tratamento é desumano e não diverge do cenário de outros hospitais públicos na Grande São Luís.

A comerciante Maria Telma, antes de levar o marido à UPA, passou em outros três hospitais e disse que nenhum dispôs do atendimento de que ele precisava. “Passamos por três hospitais para chegarmos aqui [na UPA], e em nenhum ele foi atendido”, declarou.

O Estado manteve contato com o Governo do Maranhão para saber seu posicionamento sobre as situações relatadas, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

SAIBA MAIS

O aumento do número de pessoas que procuram hospitais e unidades de saúde é considerável nesta época do ano, por conta das chuvas e das mudanças climáticas. O verão é a estação do ano em que o risco de viroses se torna mais recorrente na população.

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