Sabor inigualável

Café: uma paixão mundial que agrega em São Luís

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No Dia Mundial do Café, que é comemorado neste sábado, 14, O Estado apresenta a história de um maranhense que viaja o mundo para conhecer novas pessoas e culturas e descobrir os tipos de café

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Grupo reunido na casa de Thadeu Nunes para degustar café
Grupo reunido na casa de Thadeu Nunes para degustar café (Foto: De Jesus / O ESTADO)

Na primeira alimentação do dia, depois do almoço, no lanche da tarde com os amigos ou no jantar. Em qualquer momento ou ocasião, o café cai bem. A bebida, com um aroma inconfundível, é a segunda mais consumida do mundo. Só fica atrás da água, e atrai públicos de diferentes idades. Uma paixão, por exemplo, que fez com que um grupo de amigos, em São Luís, se reúna constantemente para degustar cafés diferenciados, de outros países.

O engenheiro agrônomo e palestrante de viagens Luiz Thadeu Nunes e Silva viaja o mundo para, de acordo com ele, além de conhecer novas pessoas e culturas, desbravar os tipos de café e propagar entre amigos. “Quando comecei a viajar pelo mundo, sempre vou em cafeterias e percebi diferentes tipos de café. Isso me chamou atenção. Cada lugar tem sua particularidade, mas o café nunca perde a sua essência. Daí, comecei a comprar esses cafés diferenciados e, quando volto para casa, reúno amigos para degustarem. O café une até desconhecidos, pessoas diferentes se comunicam por causa do café”, explicou Silva, durante uma entrevista, sentado à mesa da sua casa, a qual estava repleta de café proveniente da Colômbia, Indonésia, Malásia, entre outros países.

De acordo com Thadeu Nu­nes, dos 121 países a que já foi, o Brasil é o que possui o melhor café. “O café do sul de Minas Gerais é o melhor que já degustei”, elogiou o engenheiro agrônomo. No apartamento dele, há 12 diferentes utensílios para preparar café, canecas e xícaras especiais e uma variedade de café – com baunilha, com sal de chocolate, suave, forte, entre outros.

Entre os mais variados tipos de café, Thadeu Nunes apresentou a O Estado o “Kopi Luwak” - “um tanto diferenciado”, raro e o mais caro do mundo. Ele é produzido a partir de fezes de um mamífero asiático de nome cevita e é encontrado na Indonésia, por um preço de, em média, US$ 600 - 500 g.

Os grãos usados para preparar o café mais caro do mundo são, necessariamente, expelidos nas fezes da cevita, antes de irem para as prateleiras. Antes de serem torrados, eles são ingeridos e processados pelo estômago e intestino do mamífero. No Brasil, é possível degustar a bebida apenas em cafeterias gourmets. “O café me motiva, me impulsiona, me alegra. Acredito que o café é a bebida da motivação, da coragem, da alegria”, externou a sua satisfação sobre a bebida.

História do Café:

O café é uma planta originária do continente africano, das regiões terras altas da Etiópia. Da Etiópia foi levado para a Arábia. O café é uma planta originária do continente africano, das regiões terras altas da Etiópia, de onde foi levado para a Arábia. Os árabes tentaram manter o privilégio, pois foram os primeiros a cultivar essa planta "milagrosa", que assumia grande importância social devido ao seu uso na medicina da época para a cura de diversos males. Da Arábia, o café foi levado primeiramente para o Egito no século XVI e logo depois para Turquia. Na Europa, no século XVII, foi introduzido na Itália e na Inglaterra. O café era consumido por diversas classes sociais, inclusive por intelectuais. Logo depois passou a ser consumido em vários outros países europeus, chegando à França, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Holanda.
Seguindo sua marcha de expansão pelo mundo, o café chegou às Américas e nos Estados Unidos, atualmente o maior consumidor e importador mundial de café. Foram os holandeses que disseminaram o café pelo mundo. Inicialmente, transformaram suas colônias nas Índias Orientais em grandes plantações de café e junto com franceses e portugueses transportaram o café para a América.

Café no Brasil:

Na Guiana Holandesa (hoje Suriname), foram introduzidas mudas do Jardim Botânico de Amsterdã. Chegou à Guiana Francesa através do Governador de Caiena que conseguiu, de um francês chamado Morgues, algumas sementes semeando-as no pomar de sua residência. A partir desse plantio o Sargento Francisco de Mello Palheta transportou para o Brasil, para a cidade de Belém (Pará) em 1727, algumas sementes e plantas ainda pequenas. Em Belém, a cultura não foi muito difundida. Foi levada nos anos seguintes para o Maranhão, chegando à Bahia em 1770. No ano de 1774 o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe do Maranhão para o Rio de Janeiro algumas sementes que foram semeadas na chácara do Convento dos Frades Barbadinos. Então espalhou-se pela Serra do Mar, atingindo o Vale do Paraíba por volta de 1820. De São Paulo, foi para Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.

No Brasil, o desenvolvimento da cultura confunde-se com a própria história do País devido a sua grande importância econômica e social (o "Ciclo do Café"). Em 1845, o Brasil produzia 45% do café mundial.

Fonte: clubecafe.net.br

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