Acidente aéreo

Sobreviventes de queda de avião no Nepal relatam turbulência e forte ''estalo''

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Basanta Bahora e Aashish Ranjit voltavam de evento para agentes de turismo em Bangladesh e conseguiram se salvar em acidente que matou 50 dos 71 ocupantes da aeronave. Causas da queda ainda são investigadas

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Sobreviventes de queda de avião   no Nepal relatam turbulência e forte estalo

NEPAL - Basanta Bohora, funcionário da empresa de turismo Raswita International Travels and Tours, é um dos sobreviventes do acidente que matou 50 pessoas que estavam a bordo de um avião que caiu no aeroporto de Katmandu, no Nepal, ontem.

Ele afirma não se lembrar do momento do acidente ou de quando foi retirado do avião, apenas que foi levado a um hospital e depois transferido para outro. “Tive ferimentos na cabeça e nas pernas, mas tenho sorte por ter sobrevivido à provação”, disse ao jornal “Kathmandu Post”.

Bohora contou ao jornal que havia 16 nepaleses que trabalhavam em diversas companhias de turismo a bordo, retornando de um treinamento em Bangladesh.

Ele diz ainda que a decolagem e o voo correram normalmente, mas que os passageiros começaram a perceber que algo estava estranho quando o avião se preparava para pousar em Katmandu.

“De repente ele chacoalhou violentamente e ouvimos um estalo alto. Eu estava sentado perto da janela e consegui quebrar um vidro”, diz.

Aterrisagem

Uma forte turbulência perto do momento da aterrisagem foi confirmada por outro sobrevivente, Aashish Ranjit, que falou à agência EFE. "O voo foi tranquilo até entrarmos no Vale de Katmandu. Houve enormes turbulências quando tentamos aterrissar", disse o agente de viagens.

Ele também se lembra de ter ouvido um barulho muito alto, mas diz que perdeu a consciência logo em seguida. Ao despertar, viu que havia um incêndio na cabine.

"Nove amigos que estavam sentados perto conseguiram escapar. Ajudamos uns aos outros antes de o fogo se espalhar. Conseguimos pular, mas podíamos ouvir as pessoas gritando", relatou ele, que teve cortes nas mãos e na cabeça.

Ranjit disse ainda à EFE não acreditar na "sorte que teve", mas que se sente "aflito" quando lembra do que aconteceu.

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