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Polícia religiosa

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Polícia religiosa

Um tenente da Polícia Militar foi exonerado do posto pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em ato assinado no dia 19 de janeiro. No mesmo dia, outro ato de Dino nomeia o mesmo militar para o posto de coronel, pulando nada menos que três patentes. E não mais na Polícia Militar, mas no Corpo de Bombeiros.
A manipulação do oficialato das forças policiais maranhenses já seria um escândalo sem precedentes, que mostraria o aparelhamento que o governo comunista faz das corporações de segurança. Mas o caso se torna mais grave quando se sabe que o oficial em questão é um dos muitos capelães indicados por denominações religiosas do estado.
Flávio Dino não apenas aparelha a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão. Ele usa seu estado-maior para abrigar capelães em troca de currais eleitorais tão comuns nas igrejas evangélicas e católicas.
O fisiologismo envolve diferentes denominações religiosas e tem por trás políticos vinculados a essas igrejas.
O número de capelães na PM e nos Bombeiros quase triplicou desde que o comunista assumiu o governo. A maioria é formada por pastores, filhos de pastores e líderes religiosos indicados por pastores. Enquanto isso, oficiais da Academia, com anos de treinamento para o exercício da função de polícia, têm suas aposentadorias freadas pela falta de vagas. E muitos são obrigados a ir à Justiça para subir de posto.

Oposição forte
A movimentação dos setores de oposição, no fim de semana, em dois dos maiores colégios eleitorais, deixou o governo comunista de orelha em pé.
Na Região Tocantina, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) mostrou força em municípios como Imperatriz, que demonstraram decepção com Flávio Dino e seu grupo.
E em Caxias, a ex-deputada Maura Jorge (Pode) reuniu centenas de lideranças em um encontro do seu partido, que também mostrou a Dino sua força.

Filiações I
O PTB recebeu ontem um grupo de ex-deputados e pré-candidatos às eleições de outubro.
De acordo com o vereador Pedro Lucas, o projeto do partido é fortalecer as bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
A filiação dos novos petebistas foi presidida pelo deputado federal Pedro Fernandes.

Filiações II
O PDT também se reuniu ontem para eventos de filiação de novos pretendentes às vagas parlamentares.
O médico Yglésio Moises, que deixou o PT no ano passado, entrou na legenda para concorrer à Assembleia Legislativa.
O prazo para filiação partidária de quem pretende concorrer às eleições de outubro termina em 7 de abril.

Recado?
O recuo do deputado Fábio Macedo, que decidiu permanecer no PDT, pode ter sido mais um golpe do governador Flávio Dino em seu ex-padrinho, José Reinaldo Tavares.
Tavares contava com o apoio dos Macedo - que tem como patriarca o empresário e pecuarista Dedé Macedo - para seu projeto de ser candidato a senador.
A permanência do deputado no partido, jurando fidelidade eterna, pode ser um recado para o ex-governador de que eles não sairão de onde estão.

O vice
Apesar de ter defendido publicamente o nome do atual vice Carlos Brandão (PRB) para continuar em sua chapa, Flávio Dino atua em outra frente pelo cargo.
Ele não desistiu de ter o secretário de Educação Felipe Camarão em sua chapa, e a filiação dele ao DEM indica que pretende avançar no projeto.
Mesmo porque, assim como o DEM exige espaço na chapa majoritária para compor a coligação, o PRB não tem influência política alguma para impor Brandão.

Boi de piranha
Quem também deve ser usada como uma espécie de bucha de canhão na chapa comunista é a deputada federal Eliziane Gama (PPS).
A deputada foi estimulada a ser candidata ao Senado apenas porque Flávio Dino e seus aliados temiam que a candidatura de José Reinaldo prejudicasse o projeto eleitoral do grupo.
Eliziane seria uma espécie de “boi de piranha”, aquela que seria entregue à derrota, para salvar uma das vagas para o Palácio dos Leões.

DE OLHO

R$ 23 mil É o valor do salário de um coronel PM, posto a que indicados por igrejas evangélicas estão chegando por decisão única do governador Flávio Dino

E MAIS

• A farra dos capelães na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiro está criando problemas entre oficiais das duas forças que há anos esperam por promoção.

• O PSL decidiu que não vai mesmo cerrar fileiras no projeto eleitoral do PCdoB, sobretudo se fechar com o deputado Jair Bolsonaro.

• Setores da esquerda brasileira tentam convencer Lula de que a insistência em uma candidatura fadada à inelegibilidade pode garantir à direita a vitória no primeiro turno.

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