Serviço prejudicado

Adutora se rompe e 60% dos bairros de São Luís ficam sem água

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Falta de abastecimento pelo Sistema Italuís começará a ser sentido pela população a partir de hoje; Caema informou que serviços serão normalizados em até 24 horas

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A antiga adutora rompeu na tarde de ontem e deixará bairros sem abastecimento de água.
A antiga adutora rompeu na tarde de ontem e deixará bairros sem abastecimento de água. (Foto: De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - A adutora antiga do Sistema Italuís – inaugurada em 1982 – mais uma vez se rompeu no início da tarde de ontem,12, no Km 38 da BR-135, deixando cerca de 60% dos bairros de São Luís sem água a partir de hoje. Em nota divulgada ontem, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) informou que os serviços de abastecimento serão normalizados em até 24 horas. Enquanto isso, a nova adutora, cuja entrega estava prevista pelo Governo do Maranhão no fim do ano passado, ainda não está funcionando.

A Caema, questionada por O Estado, não informou as causas do mais recente rompimento na antiga adutora. Na tarde de ontem, técnicos da empresa trabalhavem no conserto da estrutura. Pelo menos quatro metros da tubulação apresentaram fissuras, o que levou ao vazamento de água, prevista inicialmente para chegar até boa parte das residências da capital.

Este foi o primeiro rompimento oficial da estrutura de abastecimento de água de São Luís em 2018. No dia 9 de dezembro do ano passado, o trecho que serviria de interligação entre a adutora antiga e a nova rompeu em Periz de Baixo (no Km 59 da BR-135). Com isso, a entrega da estrutura nova, cujas obras foram iniciadas em 2012, atrasou mais uma vez. Levantamento feito por O Estado aponta que a entrega da tubulação do Italuís foi adiada, de 2015 a 2017, várias vezes. Na maioria dos casos, o governo vinculou a mudança de data a “reparos que deveriam ser feitos no projeto inicial”.

Os serviços da nova adutora foram orçados, de acordo com dados da Caema, em R$124.039.306,66 e, segundo especialistas, necessita ser entregue de forma urgente já que o tempo de vida útil da antiga adutora expirou há pelo menos 10 anos. Segundo a Caema, assim que for ativado, o sistema produtor do Italuís entrará em operação com incremento da até 30% no volume de água destinado à capital maranhense.

O rompimento da nova adutora, em dezembro, causou o desabastecimento de residências da cidade por uma semana. Com isso, a população precisou recorrer a outras fontes de abastecimento, como carros-pipa. Na ocasião, empresas que atuam no fornecimento de água elevaram os preços do serviço.

Relembre

O primeiro adiamento de entrega da nova adutora pelo atual governo ocorreu em agosto de 2015. Com o descumprimento, um novo prazo foi fixado: abril de 2016. De acordo com a Caema, em nota publicada na ocasião, os trabalhos seriam finalizados em julho daquele ano, o que não ocorreu. Um novo adiamento foi confirmado pela própria gestão estadual após visita de representantes da bancada federal maranhense ao local das obras. Segundo a direção da Caema, a previsão era de que os serviços seriam entregues em outubro daquele ano, mas não ocorreu.

Em abril do ano passado, houve nova mudança de data. Um novo adiamento para agosto do mesmo ano. Por fim, a Caema admitiu que as obras seriam novamente adiadas para setembro de 2017. Sem cumprir mais uma vez com a data, outro prazo foi dado, desta vez para entrega em dezembro. Em fevereiro deste ano, novo prazo para entrega da nova adutora: em março de 2018.

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