Maracatu

Encontro de maracatus exalta cultura popular

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Pelo 28º ano, grupos se encontraram na Praça Ilumiara Zumbi, na Cidade Tabajara, em Olinda

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Grupo de Maracatu levam animação as ruas de Olinda (PE)
Grupo de Maracatu levam animação as ruas de Olinda (PE) (Foto: Divulgação)

OLINDA - Tradicional expressão afro-indígena da cultura pernambucana, os maracatus de baque solto de Pernambuco participaram do 28º encontro das nações na Cidade Tabajara, em Olinda, nesta segunda-feira (12). Ao todo, 33 grupos se encontraram na Praça Ilumiara Zumbi, próximo à Casa da Rabeca, espaço fundado pelo falecido Mestre Salustiano, uma das principais figuras da cultura pernambucana.
Fundador do Maracatu Piaba de Ouro, Mestre Salustiano faleceu há dez anos, deixando um legado de resistência e valorização da tradição pernambucana. Filho do mestre, Manuelzinho Salu preside a Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, e acredita que a tradição deve ser mantida por representar a cultura do interior do estado. (Veja vídeo acima)
"O maracatu era a vida do meu pai, assim como é a minha. É o legado que ele deixou para mim, que não deixasse morrer a nossa tradição. É a cultura do interior cantada e dançada de uma forma sagrada", ressaltou.
Mestre de maracatu há 38 anos, o mestre José Galdino, aos 67 anos, voltou à Praça Ilumiara Zumbi após curar-se de um câncer, em 2017, comandando a apresentação do Pantera Nova, de Araçoiaba, na Zona da Mata de Pernambuco.
"Nosso maracatu foi fundado em 2010 e, a cada ano, sobe de posição nas competições estaduais de maracatus. O povo dizia que eu só estaria aqui de novo com um milagre. Pois aqui estou, foi a ação divina, levando alegria para o meu povo e representando nossos ancestrais, com muito sofrimento e dores de cabeça, mas com orgulho maior ainda", afirmou o mestre.

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