Violência

Igrejas católicas são atacadas no Chile antes da visita do papa

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Panfletos com ameaças ao pontífice também foram encontrados em paróquias locais na sexta-feira, 12; visita começa segunda-feira, 15

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Homem remove cacos de vidro de janela de igreja atacada em Santiago
Homem remove cacos de vidro de janela de igreja atacada em Santiago (Foto: Reuters)

SANTIAGO - Ao menos três ataques a igrejas católicas foram registrados durante a madrugada de sexta-feira,12 em Santiago, no Chile. Algumas delas tiveram queima parcial da estrutura após a detonação de artefatos explosivos de fabricação caseira. Os ataques acontecem antes da visita do papa Francisco ao país, que começa segunda-feira,15.

Os vândalos, cujas identidades ainda são desconhecidas, atearam fogo a pelo menos uma das igrejas na capital chilena e jogaram panfletos contendo ameaças ao Pontífice argentino antes de fugirem, informou a polícia local. O primeiro dos ataques teria acontecido por volta das 00h10.

O primeiro dos ataques com artefato incendiário ocorreu na comuna de Estação Central e atingiu a paróquia Santa Isabel da Hungria, onde foi encontrado um panfleto com uma mensagem contra o pontífice: "Papa Francisco, as próximas bombas serão na sua batina". A igreja teve danos na fachada e nos vitrais.

O ataque seguinte atingiu a igreja Emmanuel, na Recoleta, que teve danos nas portas e janelas. Instantes depois foi registrado outro ataque, desta vez na paróquia Cristo Vencedor, na comuna de Peñalolén.

Protestos

Em outro local afetado foram encontrados alguns dizeres escritos nas paredes: "Pelo papa (foram gastos em sua visita), milhões, (de pesos). Pelos pobres, morremos em nossas aldeias".

São esperados ainda protestos sobre questões que vão de direitos indígenas ao contínuo escândalo de abuso sexual na Igreja.

O governo local condenou os ataques contra as igrejas e prometeu ações judiciais contra os responsáveis. "As pessoas têm o direito de protestar, mas é uma coisa totalmente diferente usar violência", disse o ministro do Interior do Chile, Mahmud Aleuy, a repórteres, na manhã da sexta-feira, 12,após verificar os danos causados nas igrejas.

A presidente Michelle Bachelet, consultada pelos ataques em uma entrevista de rádio, afirmou:"Isso de ontem à noite é muito estranho, porque não é algo que alguém possa identificar, como um grupo específico, se chama 'corpos livres', ou uma coisa assim".

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