Estado Maior

Fé e obra

13/01/2018

Tiago, irmão de Jesus, escreveu apenas uma epístola. Nela, foi dito que a fé sem obras é morta em si mesma (Tg 2.17). Vejam, então, que a fé precisa estar acompanhada de obras para se mostrar legítima, o que significa dizer que a fé sozinha é questionável.
O governador Flávio Dino, mesmo pertencendo ao mundo comunista, que é ateu por excelência, deve saber pelo menos na teoria dessas sábias palavras de Tiago sobre a conexão da fé com as obras. Como então os cidadãos maranhenses podem botar fé - como se diz no popular - e assim acreditar num governo que se apossa de obras alheias? A fé, como já visto, precisa necessariamente de obras legítimas, que é o que o governador demonstra não ter.
Flávio Dino, caminhando para a reta final do seu governo, não fez até agora uma obra sequer que possa ser considerada sua, livre de interesses políticos ou vislumbres de poder. Logo, ele não pode querer, tampouco exigir, que a população maranhense acredite no seu “governo da mudança”. Talvez seja bem por isso que o governador comunista envidou esforços para tentar passar a imagem de que a duplicação da BR-135, no trecho entre Estiva e Bacabeira, teria algo a ver com a sua gestão. Só que não.
Essa duplicação é simplesmente uma obra do Governo Federal, fomentada pela bancada do Maranhão no Congresso Nacional e idealizada, desde o princípio, pela ex-governadora Roseana Sarney. Flávio Dino, enfim, nada tem a ver com essa obra. E quanto a ela a sua única contribuição foi tentar remanejar os recursos da emenda da bancada federal para outra área.
Não se pode ter dúvida de que o governador precisa fazer algo pelo Maranhão nos próximos nove meses, quando então, as eleições baterão na sua porta, sob pena de a população continuar a não botar a menor fé naquele que não tem obras a mostrar.

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