Bastidores

A magia do circo pelos olhos dos personagens do espetáculo

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Robert Stevanovich, Bryan Stevanovich, Erick Romero, Celso Stevanovich e Celso Alberto são alguns dos artistas que estão por trás da magia do Le CirqueAmar, companhia circense que retornou a São Luís para encantar o público em mais uma temporada

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A magia do circo pelos olhos dos personagens do espetáculo
Robert Stevanovich é um dos fundadores do circo (Foto: Paulo Soares)

SÃO LUÍS- Armado no estacionamento do São Luís Shopping, o Le Cirque Amar tem na linha de frente Robert e Bryan Stevanovich, pai e filho, duas gerações de um projeto concebido na França e que percorre o mundo com turnês há mais de 20 anos, sempre inovando nos temas dos espetáculos.

“É muito gratificante pode levar alegria para as pessoas. E assim nós fazemos por onde passamos. É uma tradição que passa de pai para filho. Eu, por exemplo, vivi toda a emoção no picadeiro e agora estou vendo os meus filhos fazerem o mesmo”, conta Robert Stevanovich, que é brasileiro e, entre outras coisas, ajuda na parte de logística dos números.

O filho Bryan, que tem tripla nacionalidade (brasileira, espanhola e francesa), está acostumado a participar de números circenses, mas seu forte é o arriscado Globo da Morte, do qual participa desde os 12 anos de idade. Falante, extrovertido e preocupado para que tudo saia perfeito, ele é também o responsável pela divulgação do circo nas cidades onde o grupo desembarca. Poliglota, estudou na França, Itália, Dinamarca, Argentina, Iugoslávia, Austrália, Brasil e México.

Bryan Stevanovich atua em números circenses e cuida da divulgação do circo (Foto: Paulo Soares)

Bryan conta que o Le Cirque Amar trouxe para São Luís um espetáculo que mostra a modernidade do mundo circense. “Bem como o dinamismo dos números, com carros que se transformam em robôs e motos que voam sobre a plateia. Nós procuramos também dar uma nova roupagem ao figurino dos artistas, com trajes mais descolados, e não necessariamente com muito brilho”, conta o empresário, lembrando ainda dos números de ilusionismo, balé com tecido, contorcionismo, entre outros, incluindo um dos momentos altos do espetáculo: a aparição do Homem-Aranha, que anda de cabeça para baixo na parte mais alta da lona.

Palhaços

Celso Stevanovich e o filho Celso Alberto Júnior formam a dupla de palhaços (Foto: Paulo Soares)

Nos bastidores, meia hora antes das luzes do picadeiro serem acesas, os artistas entram em concentração e cuidam do figurino e da maquiagem. É o caso dos palhaços Matraca e Moroco, pai e filho. O pai é Celso Stevanovich e o filho, Celso Alberto Júnior. Os argentinos fazem a alegria de crianças e adultos, com aparições momentâneas e brincadeiras criativas.

Celso Stevanovich acompanhou diferentes fases da arte circense e conta que, para sobreviver, o circo busca se renovar a cada ano. “Nós fazemos sempre apresentações distintas. Ano passado era de um jeito e agora está tudo novo”, revela, enquanto se arruma no camarim.

Celso Alberto Júnior dá um show de simpatia no picadeiro. O jovem palhaço herdou o talento do pai e é o responsável por envolver a plateia. Em uma de suas entradas, ele forma uma divertida banda com pessoas escolhidas nas cadeiras. Até os tímidos se soltam aos comandos de Moroco, que para cada um entrega um instrumento.

“Nossa vida é divertir e nisso conhecemos vários lugares. Praticamente não paramos em casa. Aliás, a minha filha nasceu aqui em São Luís, durante a última temporada do circo na cidade”, conta.

Um dos papéis mais importantes do espetáculo, no entanto, fica para Erick Romero, brasileiro que por muitos anos morou na Itália. Com 1,96 m de altura, o grandão Romero é o responsável por segurar os acrobatas em seus pulos arriscados e outras piruetas. Ele é a força do circo, diríamos assim. Sempre com o sorriso no rosto, o artista também trabalha dando impulso nos equipamentos usados nos saltos. “É um trabalho muito divertido e de muita responsabilidade. Participar desse espetáculo me dá muito orgulho. O meu trabalho exige muita concentração e equilíbrio”, afirma.

Erick Romero participa dos números de acrobacias (Foto: Paulo Soares)

Saiba mais

O Le Cirque Amar, companhia de origem francesa e tradição familiar, trouxe para o Maranhão um elenco artístico composto por cerca de 40 pessoas, entre palhaços, mágicos, malabaristas, contorcionistas, acrobatas, equilibristas e diversos outros artistas, de diversas nacionalidades. A companhia trabalha com mais de um grupo, que se reveza nas cidades.

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