Saúde

Bicho-geográfico é ameaça para quem anda descalço na praia

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Doença é uma infecção causada pelas larvas de parasitas que vivem no intestino de cães e gatos; em contato com a pele, começam a se locomover pelas camadas da pele e deixam marcas vermelhas

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Animais soltos nas praias da Ilha defecam na areia, e suas fezes causam bicho-geográfico em banhistas
Animais soltos nas praias da Ilha defecam na areia, e suas fezes causam bicho-geográfico em banhistas (Foto: De Jesus / O ESTADO)

O prazer de passear descalço e sentar na areia da praia ou na grama do campo, por exemplo, pode se tornar uma ameaça. Isso porque o chamado bicho-geográfico é comum nesses ambientes e qualquer parte do corpo que tiver contato com o solo contaminado pode contrair a doença. O bicho-geográfico é uma infecção causada pelas larvas de parasita que vivem no intestino de cães e gatos e em contato com a pele começam a se locomover pelas camadas da pele e deixam marcas vermelhas de seu caminho, formando desenhos (semelhantes a mapas) que coçam e inflamam, causando bolhas. Os principais sintomas da doença são coceira, irritação na pele, febre e, em alguns casos, dores no corpo.

Quando o animal evacua na terra ou areia, os ovos são liberados. Em contato com o solo quente, as larvas se desenvolvem e ficam lá. Quando entram em contato com a pele nua, penetram nela, causando a doença. O bicho-geográfico é uma doença mais comum em países de clima tropical, normalmente contraída em zonas rurais e praias. As áreas mais comuns são os pés, nádegas e região posterior das pernas. Se o parasita tiver contato com a pele, ele entra e gera lesão.

“É comum contrair o bicho-geográfico principalmente no verão e nas férias, porque aumenta o número de pessoas nas praias e também os adeptos a levar cães e gatos. A larva, oriunda das fezes de cães e gatos, em contato com a pele humana, causa coceiras, irritação, dor, inflamação. O diagnóstico pode ser feito em qualquer unidade saúde, por um clínico geral, dermatologista ou infectologista. Não é uma doença grave, mas causa muito incômodo e ardência”, explicou Carlos Frias Júnior, infectologista e professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão”,
Ironara Pestana foi vítima da doença e ela relata como a contraiu. “Fui contaminada pelo tal popular bicho-geográfico em uma simples e prazerosa caminhada na areia da Praia do Calhau, em São Luís. Acho que caminhada com cachorro deve ser feita no calçadão e os dejetos recolhidos. Aliás, deveria ser proibido andar com os bichinhos na areia da praia. Para o bem deles - muitas vezes a areia fica quente - e nosso”, disse.

Guga Fernandes diz que seus filhos já tiveram o bicho-geográfico. “Meus filhos já pegaram bicho-geográfico. É doloroso o tratamento. Coça e quanto mais coçar irrita e é pior”, explica.

SAIBA MAIS

Como se prevenir do bicho geográfico?

- Manter higiene pessoal
- Não levar cães e gatos à praia
- Ao sair da praia ou depois de caminhar descalço na areia de qualquer recinto, lavar os pés com água e sabão

Quais os sintomas que indicam que você tem a doença?
- Coceira
- Pontos vermelhos na pele
- Irritação
- Inflamação

Caso tenha a doença, o que fazer?

- Tomar remédios vermífugos
- Usar pomadas passadas por um dermatologista, clínico geral ou infectologista
- Limpeza na área afetada com água fria e sabão

Mais:

Ao contrair o bicho geográfico, o essencial é procurar um clínico geral ou dermatologista ou infectologista. Passar gelo e água fria na região do corpo afetada não cura, apenas alivia a coceira e ardência.

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