Na FeliS

Um guará diferente

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O cantor, compositor e designer Cláudio Lima faz sua estreia no universo literário com o livro “Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho”, com lançamento hoje, às 16h, na FeliS

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Um guará diferente
Ilustrações do livro Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho" (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - O cenário é o manguezal da Baía de Curupu, nos arredores da Ilha de São Luís. É lá que se passam as aventuras de “Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho”, livro de estreia do autor, cantor, compositor e designer Cláudio Lima. A obra tem ilustrações da artista Rosiane Bastos e será lançada hoje, às 16h, no Cine Praia Grande (Centro de Criatividade Odylo Costa, filho) na Feira do Livro de São Luís (FeliS). O livro é o primeiro da série Natural do Maranhão, que traz o selo da OCA Maranhão.

Por meio do dilema de Esplêndido, o guará que sonha ser igual aos seus irmãos e irmãs, o autor Cláudio Lima conseguiu resumir algumas lições básicas que são essenciais para estimular a cultura da paz entre crianças e jovens. “O livro nasceu pelo fato de eu remar na Baía de Curupu e por lá existem muitas ilhas. Foi observando este ecossistema que a história surgiu e tomou forma”, relembra o autor que embora se lance no mundo da literatura apenas agora, já escreve há bastante tempo. “Gosto de contos, tenho muita coisa escrita, mas na gaveta”, diz ele, que também é compositor.

O livro traz personagens como a siricora Coralina, o macaco prego Pedro Bó, o caranguejo Rodrigo e o indiozinho Carapiru. É ele, o indiozinho, que consegue descobrir de onde vem o vermelho escarlate dos guarás, com a ajuda do bom e velho oráculo Google. Ao final, tudo acaba em festa, deixando para o leitor mensagens como o respeito às diferenças a busca pelo conhecimento em todos os lugares para transformar dúvidas em sabedoria.

O autor destaca que o principal legado de Esplêndido é mostrar que felicidade é colorida e que a alegria é para todo mundo. Desta forma, o livro se transforma em um recurso pedagógico para estimular o conhecimento e respeito pelos direitos humanos e pelo patrimônio biocultural do Maranhão.

Para Claudio Lima, escrever para crianças é um prazer. “Esse é meu primeiro texto infantil e foi uma delícia de fazer porque neste universo, a imaginação pode correr solta”, frisa o designer e músico. Ele conta que as ilustrações são uma atração à parte. “Conheci a Rosiane Bastos durante estes passeios de canoagem, então ela também comunga e conhece este cenário muito bem”.

Livro alerta para questões ambientas (Foto: Divulgação)

Programação

Além de Claudio Lima, a Feira do Livro de São Luís traz hoje na programação o lançamento, às 17h, de “Mata Roma: O Tântalo de Chapadinha (Biografia) com apêndice: visão histórica da literatura Chapadinhense”, de Herbert Lago Castelo Branco. Às 18h, será apresentada a 6ª edição de “Úrsula”, romance de Maria Firmina dos Reis organizado por Eduardo do A. Duarte. A seguir, Dilercy Adler e Osvaldo Gomes autografam “Cantos à Beira Mar / Gupeva”. O espaço recebe ainda a obra “Quando a Brisa do dia sopra”, de Olga Colvara Gomes de Sousa (Jani Munn).

Na Casa do Maranhão, ocorre às 17h, a palestra "Maria Firmina dos Reis: centenário de uma precursora" a ser proferida por Rafael Balseiro Zin (PUC/SP) e Algemira de Macêdo Mendes(PUC/RS) com mediação de Régia Agostinho (UFMA). No Teatro Alcione Nazaré ocorre, às 20h, a palestra “Escravidão e Patriarcado na ficção de Maria Firmina dos Reis” com o palestrante Eduardo de Assis Duarte (UFMG) e mediação de Dilercy Adler (ALL).

Serviço

O quê

Lançamento do livro “Esplêndido, o guará que não conseguia ficar vermelho”

Quando

Hoje, às 16h

Onde

Cine Praia Grande, Centro de Criatividade Odylo Costa, filho

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