Lançamento

O som do Muntchako

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Trio lança álbum de estreia e se apresenta no dia 2 de dezembro em São Luís

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Trio é atração no Festival Br-135
Trio é atração no Festival Br-135 (Foto: Divulgação/Micaela Vermelho)

SÃO PAULO- Nascido em Brasília, o trio Muntchako mergulhou na diversidade da cultura musical para dar forma ao seu som endiabrado. Agora, lança o seu disco de estreia, homônimo, que chega às plataformas digitais e em vinil.

Composto por sete faixas instrumentais, o trabalho tem produção musical assinada por Curumin. A estreia discográfica faz uma fusão de ritmos universais e de diferentes batidas, um som cosmopolitano, com golpes preciosos de guitarras e sintetizadores. O trio se apresenta em São Luís no dia 2 de dezembro, na Praça Nauro Machado, durante a programação do Festival BR-135.

A capa do disco - ilustrada pelo paraibano Shiko - tem uma personagem com a máscara da "lucha libre" mexicana, uma ligação direta com a música escolhida para abrir o novo trabalho. “Representa a luta diária, a vida de músico e os golpes que precisamos dar pra sairmos da zona de conforto", conta Rodrigo Barata (bateria e samples).

O pontapé inicial é dado por “Golpe”, que chegou com um clipe dirigido por André Miranda. Trata-se de um kuduro latinizado e acrescido do banjo numa vibe setentista.

A segunda faixa, “Soc Pow Tum”, surgiu em forma de batida na cabeça de Macaxeira Acioli (percussão e samples). Virou um afrobeat que flerta com guaguancó (subgênero da rumba cubana). “Ela traz uma vontade de arrastar os pés no salão”, conta.

Em seguida, uma imersão em ritmos africanos desencadeou o "funk afro" de “Emojubá”. “O Curumin mexeu bastante nela, provocou a gente", lembra Samuel Mota (guitarra, synths e programações). "Ele que trouxe essa atmosfera dançante, ficou mais solta”, afirma.

“Loló” encerra o lado A do disco, enquanto o labo B lista três faixas. “Coqueirinho Verde” abre com um ska latino e é a única com vocais (no caso, um refrão em portunhol). O baile fervoroso segue com “Cardume de Volume”, que é um funk carioca mesclado a tango argentino. Nela, há a participação especial da MC carioca Deize Tigrona. “É a representação do soundsystem que sacode as periferias e os centros urbanos de todo o mundo”, conta Macaxeira.

“Vitamina Central” encerra o trabalho em um arrocha baiano com um dub rock psicodélico. Neste primeiro disco, o Muntchako mostra as ondas de seu som, a mistura versátil da pista de dança unidas à cultura pop e à percussão nordestina.

Trajetória

Formado em 2014, em Brasília, o Muntchako ganha corpo a partir de três vivências musicais distintas e encontram na música instrumental o seu ponto em comum. A vontade de fazer sons sem fronteiras os uniu em faixas que evidenciam a pressão do som na mistura da batida eletrônica junto a instrumentos orgânicos. Com latinidades efervescentes e o desejo do experimentalismo, os músicos Samuel Mota (guitarra, synths e programações), Rodrigo Barata (bateria e samples) e Macaxeira Acioli (percussão e samples) unem forças para originalidade de Muntchako. Barata como um DJ e grande pesquisador traz as batidas sólidas e pulsantes. Samuel, produtor musical, se diverte com as tecnologias e usa sua experiência em dub e reggae.

Macaxeira aparece com a pegada nordestina arretada e provoca fusões musicais. Rapidamente o Muntchako entrou no circuito dos principais festivais de música do Brasil, com passagem nas 5 regiões e foi selecionado pela curadoria de feiras internacionais como a SIM - Semana Internacional de Música de São Paulo e Música Mundo em Belo Horizonte. Além do Brasil, embarcaram em setembro para Medellín na Colômbia para sua primeira apresentação no exterior na Feira do Livro que também contou shows de Liniker e Os Caramelows e Dona Onete. O convite casou com a ideia que a banda cultiva de unir o povo sulamericano e desbravar a cultura dos países vizinhos além de agregar a vivência ao som experimental.

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