Economia | Nome negativado

59,3 milhões estão com o nome negativado no país, revela pesquisa

Levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e CNDL aponta que número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos
14/11/2017

O volume de brasileiros om contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores apresentou um leve aumento de 0,20% no último mês de outubro, após sete quedas consecutivas. Desse modo, segundo dados do indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), há aproximadamente 59,3 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.
O número, de acordo com a pesquisa, representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos. “A estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016. Por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma que “a tendência de estabilidade da estimativa deve se manter nos próximos meses”.
É na região Sudeste em que se concentra a maior quantidade de consumidores com contas em atraso, em termos absolutos: 24,34 milhões - número que responde por 37% do total de consumidores que residem nesses estados.
A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,53 milhões de negativados, ou 41% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,04 milhões de inadimplentes (36% da população adulta).
Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,42 milhões de devedores, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 5,01 milhões de inadimplentes, ou 43% da população.

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