Foragidos

100 apenados já fugiram este ano de presídios de Pedrinhas

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Noventa e dois não retornaram das saídas temporárias de Semana Santa e Dias das Mães e oito integravam o grupo dos 36 que foram resgatados no dia 21 de maio; todos estão com mandados de prisão decretados

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Os oito detentos que fugiram com a explosão do muro do CDP
Os oito detentos que fugiram com a explosão do muro do CDP (Foto: Divulgação/Biné Morais)

SÃO LUÍS - Cem apenados já fugiram este ano do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e estão sendo procurados pela polícia. São 98 que não retornaram das saídas temporárias da Semana Santa e do Dia das Mães, e oito restantes do resgate do dia 21 de maio da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís (UPSL), antigo Centro de Detenção Provisória, quando 36 detentos fugiram. Vinte foram recapturados e oito morreram em confronto com a polícia. O trabalho para a localização desses foragidos continua, com a realização de incursões na capital, no interior e em outros estados.

A cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP) determinou uma equipe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), órgão ligado a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) para investigar essa fuga, antecedida de uma ação audaciosa, quando um grupo criminoso trocou tiros com a polícia e conseguiu explodir o muro dos fundos da UPSL 6. Várias casas da vizinhança foram afetadas pela explosão, causando um clima de terror entre os moradores.

O delegado Thiago Bardal, superintendente da Seic, informou que a polícia trabalha para localizar os oito detentos, identificados como Antonio Anderson Miranda de Araújo, o Dim; Cláudio Kelson de Sousa Rodrigues, o Kaká’; Fernando Machado Vasconcelos, o Geléia; Pedro Cézar Pereira Paz; Raimundo Bruno dos Santos Carvalho, o Cataquinho; Ronaldo Mourão Teixeira; Thalyson Henrique Rodrigues Cardoso, o Nescau, e Wellington Monteiro dos Santos Alves.

Thiago Bardal disse que foi instaurado o inquérito policial com a finalidade de apurar as circunstâncias do resgate desses apenados, já que havia a suspeita da participação de funcionários da Secretaria Estadual de Administração Penitenciário (Seap), no processo. Trinta e duas testemunhas, recapturados e funcionários do presídio, já foi ouvido pela polícia.

Ainda segundo Bardal, os policiais ainda aguardam a finalização de alguns laudos e o resultado de medidas cautelares para que o inquérito policial possa concluído e enviando ao Poder Judiciário. “Por meio do laudo vai ser possível constatar se as testemunhas falaram a verdade em seus depoimentos”, explicou o delegado.

Mais foragidos

Já os 92 foragidos do complexo de Pedrinhas, oriundos das saídas temporárias deste ano, Semana Santa e Dia das Mães, estão sendo procurados. Todos, inclusive, estão com mandados de prisão expedidos pelo Poder Judiciário. No decorrer desses dois benefícios judiciais, 1.064 detentos foram agraciados, mas 92 não voltaram às unidades prisionais no período estabelecido pela justiça e passaram à condição de foragidos.

Na primeira saída deste ano, em abril, 511 detentos saíram para passar a Semana Santa com seus familiares. Desses, 465 se reapresentaram em suas unidades prisionais. Um deles não gozou do benefício, já que retornou no dia seguinte ao ser preso por crime de violência domestica.

Na saída temporária do Dia das Mães, 47 dos 553 apenados que deixaram o presídio no dia 10 de maio, não retornaram na data estabelecida pela Justiça. Na última quarta-feira, a juíza beneficiou 588 apenados do Complexo de Pedrinhas para passar o Dia dos Pais em casa e retornarem ao presídio até às 18 horas da próxima quarta-feira.

Respaldo

A saída temporária de presos encontra respaldo na Lei 7.210/1984 (Lei de Execuções Penais), de 11 de julho de 1984, que trata do direito do reeducando (condenado e internado) nas penitenciárias brasileiras e da sua reintegração à sociedade.

Número

100

É o número de detentos do Complexo de Pedrinhas que fugiram de suas unidades prisionais, sendo 92 que não retornaram de saídas temporárias (Semana Santa e Dia das Mães) e 8 que foram resgatados no dia 21 de maio.

Frase

“Por meio do laudo vai ser possível constatar se as testemunhas que prestaram depoimento no inquérito instaurado para apurar o caso do resgate do dia 21 de maio, falaram a verdade”.

Delegado Thiago Bardal. superintendente da Seic

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