Dia da Poesia

Homenagens marcam o aniversário de 194 anos de Gonçalves Dias

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Além da divulgação dos vencedores do concurso “Novos poetas maranhenses – Prêmio Gonçalves Dias”, também foram lembrados os 109 anos de fundação da Academia Maranhense de Letras

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 O deputado Adriano Sarney fala sobre a realização do concurso
O deputado Adriano Sarney fala sobre a realização do concurso (Foto: De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - O dia de ontem marcou as homenagens ao poeta Gonçalves Dias (nascido no dia 10 de agosto de 1823), cujo aniversário de 194 anos foi comemorado. Além da divulgação dos vencedores do concurso “Novos poetas maranhenses – Prêmio Gonçalves Dias” organizado por iniciativa da Associação Maranhense de Escritores Independentes (Amei) em parceria com o deputado estadual Adriano Sarney (PV), a literatura maranhense também lembrou os 109 anos de fundação da Academia Maranhense de Letras (AML).

A divulgação dos vencedores do concurso “Novos poetas maranhenses – Prêmio Gonçalves Dias” aconteceu em evento realizado na tarde de ontem, 10, na Amei, no São Luís Shopping. A iniciativa é fruto da instituição do Dia Estadual da Poesia (criado a partir da lei nº10.546/2016 por iniciativa de Adriano Sarney) e faz menção ao aniversário do poeta da “Canção do Exílio”.

Antes do anúncio dos melhores textos, foi feita a menção honrosa a poemas que se destacaram durante a seleção, dentre eles, dois textos do revisor de O Estado, Ney Farias Cardoso (Alfa & beto e Episódios). Em seguida, foram anunciados os 10 melhores poemas, que foram declamados pelo ator Armando Veras ( personalizando Gonçalves Dias). Os autores dos textos em destaque receberam, cada um, um certificado.

“Este ato comprova o sucesso do concurso Novos Poetas Maranhenses, elaborado a partir de uma iniciativa nossa com o objetivo de despertar o sentimento literário nas pessoas”Adriano Sarney, Deputado estadual

Foi divulgado o texto que, entre os 10 melhores poemas, mais se chamou a atenção. Segundo a comissão organizadora, o vencedor do concurso “Novos poetas maranhenses – Prêmio Gonçalves Dias” foi o texto “Sete estrofes para além da fala”, do escritor José Marcelo Silveira, que usa o pseudônimo Marcelo Chalvinski. Pelo êxito no concurso, além do certificado, o autor também recebeu R$ 1 mil. “Estou muito feliz pelo prêmio. É um reconhecimento àquelas pessoas que valorizam a arte através das palavras”, disse o escritor.

O deputado estadual Adriano Sarney falou sobre a iniciativa do concurso e que havia sugerido ao Executivo Estadual a criação de um prêmio anual voltado à promoção literária. “Nossa proposta não foi aceita pelo Executivo, mas nem por isso houve desistência de nossa parte e conseguimos viabilizar a realização de um evento como este, de enorme sucesso”, disse.

Saiba mais

De acordo com a organização do concurso, 183 poemas foram avaliados por uma comissão julgadora que analisou critérios como: originalidade e linguagem poética, além de ritmo, sonoridade e correção gramatical. Para se inscrever, o (a) interessado (a) deveria comprovar ter mais de 16 anos de idade e ser maranhense e/ou residente no Maranhão. O tema do texto, ainda segundo a comissão, era escolhido pelo autor.

Textos que receberam certificado – Concurso Novos poetas maranhenses – Prêmio Gonçalves Dias

- Texto: Alfama

Autor: César Henrique de Paula Borralho

- Texto: Amnésia

Autor: Diego Ferreira Amorim

- Texto: Boca da noite

Autor: José Carlos Moraes Machado

- Texto: Costura

Autor: Samuel de Sá Barreto

- Texto: Delírio

Autor: José Rafael de Oliveira

- Texto: Desabafo

Autor: Fernando Vieira Reis

- Texto: Malfadada corte

Autor: Adriana Gama de Araújo

- Texto: Poemangústia

Autor: Paulo Rodrigues dos Santos Filho

- Texto: Sete estrofes para além da fala

Autor: Marcelo Chalvinsky (pseudônimo)

- Texto: Virei bóson

Autor: Isla Cristine Amorim Paixão

Menção honrosa

- Texto: Alfa & beto

Autor: Ney Farias Cardoso

- Texto: Episódios

Autor: Ney Farias Cardoso

- Texto: Nascente

Autor: Maria Luiza Cantanhêde Gomes

- Texto: Poema Tríplice

Autor: Raimundo José Portela de Carvalho

- Texto: Volátil

Autor: Ângela Maria Gomes Pereira

AML celebra 109 anos em evento na Praça Gonçalves Dias

A literatura maranhense comemorou no início da noite de ontem,10, os 109 anos de fundação da Academia Maranhense de Letras (AML), em evento realizado na Praça Gonçalves Dias. Durante a programação especial, membros da Casa de Antônio Lobo recitaram textos do autor ao lado da estátua do poeta erguida no centro da praça, resgatando uma antiga tradição do cotidiano da cidade.

Além dos imortais, o evento também contou com a presença de alunos do Centro de Ensino Médio Gonçalves Dias que, em conjunto com os escritores, promoveram um jogral – espécie de declamação de poemas por coro e em alternância entre o canto e a fala. Integrantes do Coral Ceuma também estiveram presentes.

De acordo com o presidente da AML, Benedito Buzar, além de homenagear um dos poetas mais importantes do país, o evento também ratificou a importância da entidade representativa da literatura no estado. “Trata-se de uma entidade cuja importância é ímpar no estado do Maranhão e que já recebeu e recebe os nomes mais ilustres da intelectualidade”, disse.

As atividades chamaram a atenção do público presente. Uma das imortais, Ana Luíza Ferro, citou o avô dela (João Meirelles Ferro) que possuía um exemplar da Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias. “Não chores, meu filho. Não chores, que a vida. É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos só pode exaltar”, recitou a integrante da AML.

“Trata-se de uma entidade cuja importância é ímpar no estado do Maranhão e que já recebeu e recebe os nomes mais ilustres da intelectualidade”Benedito Buzar, Presidente da AML

História

A AML foi fundada no dia 10 de agosto de 1908 por Antônio Lobo, Alfredo de Assis Castro, Astolfo Marques, Barbosa de Godóis, Corrêa de Araújo, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Fran Paxeco, Godofredo Viana, I. Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Armando Vieira da Silva. A entidade foi considerada de utilidade pública pelo Decreto nº 92, de 19 de novembro de 1918, do governador Urbano Santos da Costa Araújo.

Além de sediar diferentes escolas, a Academia abrigou, em duas ocasiões, a Biblioteca Pública do Estado. A Casa de Antônio Lobo é presidida atualmente por Benedito Buzar e possui 40 integrantes.

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