Sem explicações

Governo ainda não esclareceu as causas de fuga em Pedrinhas

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Seap), que cuida do caso, o inquérito policial foi remetido à Justiça para extensão do prazo

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Detentos que foram recapturados por policiais; fuga ocorreu no dia 21 de maio.
Detentos que foram recapturados por policiais; fuga ocorreu no dia 21 de maio. (Foto: Divulgação)

SÃO LUÍS - Quase dois meses após a fuga em massa de 36 presos registrada no dia 21 de maio deste ano na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL6) – antigo Centro de Detenção Provisória (CDP) – em Pedrinhas, o Governo do Maranhão ainda não esclareceu as causas do fato. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP), o inquérito policial pela apuração do caso foi remetido à Justiça para extensão do prazo de conclusão, que expirou desde o mês passado.

Ainda segundo a pasta, por meio de nota, mais de 30 pessoas – incluindo servidores e presos – já foram ouvidas e novos depoimentos deverão ser colhidos nas próximas semanas. Além de esclarecer as circunstâncias do fato, o governo também quer saber se as suspeitas de participação de funcionários que prestam serviços à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) na fuga serão confirmadas.

Os indícios de participação de servidores lotados na Seap no caso foram levantados pelo próprio governo, em nota encaminhada a O Estado no dia 26 de maio deste ano. Na ocasião, foi informado que “os nomes dos funcionários seriam encaminhados para a polícia judiciária para apuração dos fatos”.

Em outra nota, no dia 6 de junho deste ano, o governo confirmou que os servidores suspeitos de participação na fuga foram afastados temporariamente, em cumprimento a “um procedimento padrão adotado em qualquer situação de fuga, seja ela individual ou coletiva”. Apesar de levantar a possibilidade de inclusão de servidores no plano de fuga, o governo defendeu os procedimentos adotados no sistema carcerário maranhense. De acordo com a Seap, durante a rotina prisional, “o trabalho de inspeção de celas e pavilhões é feito pelo menos três vezes por dia”.

Sem atualização

Dos 36 presos que fugiram, pelo menos 13 ainda permanecem foragidos. Segundo o último balanço da Seap, divulgado ainda no dia 6 de junho deste ano, do total de fugitivos, seis foram mortos e apenas 17 haviam sido recapturados.

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NOTA DO GOVERNO ENCAMINHADA A O ESTADO

A Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), informa que a investigação sobre suposta participação de servidores em fuga de presos registrada na Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL6), antigo CDP, no dia 21 de maio deste ano, está em processo de continuidade. Já foram ouvidas mais de 30 pessoas no Inquérito Policial, inclusive servidores e todos os presos recapturados.

Em virtude do prazo de 30 dias se encerrar, o Inquérito Policial foi remetido à Justiça Estadual solicitando extensão de prazo. A Seic está aguardando o retorno dos Autos para dar continuidade à investigação e concluir o inquérito.

Em relação aos servidores da Unidade, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), informa que aguardará o encerramento do processo de investigação para tomar as medidas cabíveis.

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