Religião

Festejo de São Cristóvão acontece até o próximo dia 25 deste mês

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Com o tema “São Cristóvão, 50 anos de fé e evangelização”, programação teve início ontem e envolverá 10 comunidades que integram a Paróquia

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São Cristóvão também é conhecido como padroeiro dos motoristas
São Cristóvão também é conhecido como padroeiro dos motoristas (Foto: Flora Dolores / O ESTADO)

SÃO LUÍS - A Paróquia São Cristóvão, no bairro São Cristóvão, realiza até o dia 25 deste mês, o tradicional festejo de seu padroeiro, com o tema “São Cristóvão, 50 anos de fé e evangelização” e o lema “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho à toda criatura” (Mc 16,15). Além do festejo, a paróquia comemora seus 50 anos de fundação. E para isso uma vasta programação será realizada envolvendo todas as 10 comunidades que integram a Paróquia e a sociedade em geral.

A programação foi aberta ontem, com uma carreata seguida de missa, às 7h. A carreata é decorrente do fato santo ser padroeiro dos motoristas. “Esta devoção vem do fato de São Cristóvão ter carregado Jesus Cristo durante uma travessia e por ter realizado a travessia de muitas pessoas por um rio durante muito tempo”, explica o padre Orlando Ramos, pároco de São Cristóvão.

Até 25 deste mês, a Paróquia São Cristóvão estará com uma programação intensa para vivenciar este momento de comemoração do jubileu. Todas as noites haverá reza do terço e santa missa, a partir das 19h. “Ao longo deste período a imagem peregrina de São Cristóvão percorrerá as 10 comunidades que compõem nossa paróquia”, informa padre Orlando Ramos.

Programação

No dia 19, data do aniversário de fundação da paróquia, a missa das 19h, será campal e contará com a presença dos padres que na Paróquia trabalharam e do bispo auxiliar, dom Esmeraldo Barreto. No dia 25, dia do padroeiro, haverá a tradicional carreata que virá do sindicato dos motoristas, no Centro, às 15h, e a bênção dos carros. “Este é o meu primeiro ano na paróquia, por isso, já estou me preparando para este o momento de muita fé que é o pagamento das promessas dos motoristas que vem até aqui”, disse o pároco.

Por ser um ano jubilar, a programação deste ano contará com a “Cerimônia da memória dos cinquenta anos”, no dia 22 de julho, às 16h, com a presença de várias pessoas que fizeram parte das atividades pastorais ou sociais dessa comunidade de fé e que hoje têm muito a nos contar com seus depoimentos e testemunhos. O objetivo do evento é fazer um resgate de fatos que marcaram a história da Paróquia a fim de que as novas gerações possam conhecer e valorizar ainda mais a Paróquia a que pertencem.

O dia 22 deste mês contará ainda com o Show do Jubileu de Ouro, a partir das 20h, organizado pela Pastoral da Música Litúrgica da Paróquia, e objetiva homenagear os diversos grupos de música que na igreja de São Cristóvão já passaram ao longo desses 50 anos.

“Em 2017, temos a graça de celebrar os 50 anos de fundação da nossa Paróquia. Os paroquianos, por meio dos grupos, pastorais e movimentos estão empenhados na realização deste grande evento, afinal, temos muito o que comemorar”, destacou o pároco.

Paróquia

A Paróquia São Cristóvão está situada em uma das áreas mais movimentadas e populosas da capital, conhecida também por ser um importante corredor de mobilidade urbana e de fluxo de saída e entrada da capital do Estado, pois dá acesso à rodoviária, a BR-135 e ao aeroporto.

E foi essa característica da região que incentivou a devoção a São Cristóvão, cristão que, pela caridade, transportava as pessoas nos ombros para atravessar um rio sem pontes e de forte correnteza, que mais tarde ficou conhecido como o padroeiro dos condutores, sendo homenageado pelos motoristas de todo o mundo. A igreja que era, inicialmente, uma pequena capela, às margens da Avenida Guajajaras, foi crescendo, demarcando seu espaço e hoje é uma referência como ponto de encontro da fé.

Histórico

Erigida à Paróquia em 19 de julho de 1967, pelo então arcebispo, dom João Motta, foi a partir desta Paróquia que surgiram as atuais paróquias de São José dos Migrantes, na Vila Itamar, São Raimundo Nonato, no São Raimundo, e Nossa Senhora da Boa Viagem, na BR-135.

Os primeiros padres que passaram pela paróquia foram os da congregação do Santíssimo Redentor, ou Missionários Redentoristas, cujo pároco foi o americano padre João José Moffitt. No início dos anos 1970, os padres redentoristas se retiraram da paróquia e ela foi confiada à congregação dos Missionários do Sagrado Coração, com padre Humberto Guingarelli como pároco, que ficou na função até 1988. Em seguida, padre João José Koopmans assumiu a função de pároco até o fim de 1991. Padre Sílvio Salvadori foi o último missionário do Sagrado Coração a assumir a função de pároco de São Cristóvão, em 1992, já que, em 1993, ela passa oficialmente a pertencer ao clero diocesano da Arquidiocese de São Luís, tendo padre Félix Barbosa, como primeiro pároco dessa nova fase.

Atualmente, a Paróquia São Cristóvão compõe a forania São Cristóvão junto com mais seis paróquias e é formada por 10 comunidades Matriz, na avenida Guajajaras; Sagrado Coração de Jesus, no São Bernardo; Nossa Senhora Aparecida, na Vila Brasil; São Francisco de Assis, no Parque dos Sábias; Nossa Senhora de Nazaré, Ipem São Cristóvão; Santa Terezinha, no Jardim São Cristóvão II; Nossa Senhora do Repouso, na área da Vila Lobão; Santo Antônio de Pádua, no Baixão; Imaculado Coração de Maria, no Jardim São Cristóvão; e Nossa Senhora do Sagrado Coração, São Cristóvão.

Mais

São Cristóvão

Cristóvão é um nome que significa ‘o que leva Cristo” ou ‘aquele que carrega o Cristo’, e está intimamente ligado a história do santo. Segundo a lenda de São Cristóvão, ele era filho de um rei pagão que o dedicou ao deus Apolo, chamando-o Reprobus. Ele se tornou muito grande e forte e decidiu que serviria apenas alguém muito forte, poderoso e corajoso.

Assim, ele encontrou um rei que achava ser muito poderoso, até ter conhecido Satanás, a quem começou a servir. Para Reprobus nenhum dos dois era corajoso o suficiente. Reprobus encontra mais tarde um ermita que o converte à fé cristã, embora este ainda não estivesse convencido que deveria jejuar e orar a Cristo. Ele passava os dias ajudando pessoas a atravessarem um perigoso rio, até que um dia, ajudando uma criança a atravessar, notou que ela ia ficando cada vez mais pesada e ele sentiu como se o peso do mundo inteiro estivesse sobre os seus ombros.

Do outro lado, a criança revelou ser o próprio Cristo. Daí ele passou a ser conhecido como Cristóvão. Ordenado por Jesus a enfiar o seu bastão no chão do deserto, uma palmeira acabou nascendo naquele lugar - um milagre que fez com que muitas pessoas se convertessem ao cristianismo, mas que acabou na morte de São Cristóvão, decapitado pelo rei pagão que governava aquela região.

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