Investigação

Liberação de emendas será alvo de representação da Rede

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Deputados Alessandro Molon e Aliel Machado e senador Rodrigo Randolfe protocolarão a representação na Procuradoria Geral da República na tarde de hoje; parlamentares acreditam haver ilegalidades na liberação das verbas

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Randolfe Rodrigues  é um dos parlamentares que decidiram questionar legalidade de liberação das emendas
Randolfe Rodrigues é um dos parlamentares que decidiram questionar legalidade de liberação das emendas (Foto: Agência Senado)

Brasília - Parlamentares da Rede vão acionar a Procuradoria Geral da República (PGR) para que seja apurado o aumento da liberação de emendas parlamentares pelo governo em meio à análise da denúncia contra o presidente Michel Temer, informou ontem a assessoria de imprensa do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).
O documento será entregue, na tarde de hoje, por Molon, o deputado Aliel Machado (Rede-PR) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Na representação, os parlamentares vão apresentar à PGR um levantamento que apontou um “aumento significativo” da liberação de emendas para deputados da base governista nos dias que antecederam a votação da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Levantamento da ONG Contas Abertas mostra que o governo federal liberou em junho R$ 134 milhões em emendas a 36 dos 40 deputados que votaram a favor do presidente Michel Temer na CCJ.
O colegiado aprovou parecer que recomenda a rejeição da denúncia da PGR contra o presidente. A denúncia ainda precisa passar por votação no plenário principal da Casa.
O levantamento da ONG também mostrou que o valor liberado em emendas, que não passou de R$ 6 milhões ao mês entre janeiro e abril, chegou a R$ 89,2 milhões em maio e saltou para pouco mais de R$ 2 bilhões em junho.
"Queremos impedir que Temer continue usando dinheiro público para obstruir a Justiça e permanecer impune com a ajuda do Congresso. Além disso, queremos impedir que serviços essenciais sejam prejudicados por causa dessas manobras ilegais e irresponsáveis do governo", afirmou Alessandro Molon. l

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