Estacionamento

Flanelinhas cobram caro em arraiais

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Motoristas reclamam e muitos afirmam que pagam por causa do medo de ter carro danificado

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Flanelinha cobra estacionamento.
Flanelinha cobra estacionamento. (Foto: Biné Morais / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Quem está frequentando os arraiais da cidade está encontrando uma grande dificuldade para estacionar devido ao excesso de veículos que circulam pelos arredores dos locais de apresentações juninas. O problema, no entanto, não necessariamente é este. É que estacionar próximo aos arraiais está se tornando caro, por causa do preço abusivo cobrado por flanelinhas. Motoristas reclamam e muitos afirmam que pagam por causa do medo de terem o carro danificado.

O bancário Jean Mendes esteve com a família no arraial da Praça Maria Aragão no sábado à noite, dia 17. Ele ficou feliz por não ter tido dificuldade para conseguir uma vaga para estacionar próximo à saída do arraial, mas sabia que a comodidade tinha um preço. “O flanelinha me disse assim que eu saí do carro que o estacionamento custa R$ 5,00. Eu acho caro. Geralmente, dou o quanto posso, mas aqui parece que tem preço tabelado”, disse.

A estudante de Direito Mylla Sampaio considera uma extorsão os preços cobrados pelos flanelinhas, mas destaca também outro problema. “Um negócio bastante lucrativo é ser flanelinha em época de São João. Estacionar um carro próximo à Praça Maria Aragão, numa rua pública, custa R$ 10. A via é pública. A gente não deveria pagar para estacionar ali”, indigna-se.

Outro arraial onde os flanelinhas estipulam o preço a ser pago pelos condutores é o arraial do Ipem. “O maior problema é que muitas vezes os flanelinhas loteiam as vagas e se você não quiser pagar o preço que eles cobram tem que estacionar longe ou ficar rodando com o carro até achar onde estacionar”, disse Marcelo Ferreira, universitário.

Lidiane da Conceição ponderou que o problema não ocorre apenas no período junino. “A falta de locais para estacionar veículos é um problema sério em São Luís. E só aumenta à medida que cresce o número de veículos circulando pela cidade. A carência desse tipo de serviço é tamanha que provoca a nossa indignação”, afirmou.

Ela comentou ainda que já passou por situações de risco ao deixar seu carro sob a vigilância de um flanelinha. “Eu já assisti verdadeiras brigas pelo dinheiro, ficando no meio da confusão e sem ter a quem recorrer para resolver a pendência, ouvindo toda a troca de palavrões entre os vigias. Para quem pagar pelo serviço? Eis a questão”, disse.

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