Política externa

Donald Trump faz viagem de oito dias a cinco países

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Em Israel, onde espera impulsionar a ideia de um acordo de paz com os palestinos, o presidente americano se reunirá com o presidente Mahmud Abbas

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Donald Trump faz viagem de oito dias a cinco países

Washington

Riad, Jerusalém, Belém, Roma, Bruxelas e Sicília são os destinos de Donald Trump, que começou na sexta-feira, 19, em sua primeira viagem prolongada - cinco países em oito dias, uma série de reuniões – e que promete ser um exercício difícil para o presidente dos Estados Unidos.
A Casa Branca antecipa uma viagem "histórica", na qual o presidente irá ao encontro das três grandes religiões monoteístas. Em Riad, onde chegará neste sábado, 20,Trump deverá se esforçar para marcar o contraste com seu antecessor, que despertou a desconfiança das monarquias sunitas do Golfo.
Um poderoso discurso contra o Irã xiita, silêncio sobre questões de direitos humanos, provável anúncio de contratos de armas, são os ingredientes para que a recepção seja boa. Mas o presidente faz uma aposta arriscada ao pronunciar na capital saudita, para mais de 50 líderes de países muçulmanos, um discurso sobre o Islã. “Vou chamá-los a combater o ódio e o extremismo”, prometeu antes da viagem, citando uma “visão pacífica do Islã”.
Em Israel, onde espera impulsionar a ideia de um acordo de paz com os palestinos, Trump se reunirá com seu "amigo" Benjamin Netanyahu (em Jerusalém), e com o presidente palestino Mahmud Abbas (em Belém, nos territórios palestinos ocupados).
Esta etapa será cercada de polêmicas, principalmente quanto à organização da visita ao Muro das Lamentações e a transmissão aos russos de informações confidenciais obtidas pelo aliado israelense.
O encontro com o papa Francisco no Vaticano terá um aspecto singular, uma vez que as posições dos dois homens são diametralmente opostas em questões como a imigração, refugiados ou mudanças climáticas.
A Europa, onde Trump semeou confusão com declarações contraditórias sobre o Brexit, o futuro da União Europeia e o papel da Otan, será a última etapa de sua turnê com uma reunião cúpula da Aliança Atlântica em Bruxelas e outra do G7 em Taormina, na Sicília.
Até agora, Trump não reafirmou o compromisso dos Estados Unidos com o artigo 5 do tratado da Otan sobre a solidariedade do seu país em caso de agressão externa.

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