Persistência

De office-boy a executivo

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Rogério Ferreira queria trabalhar na Petrobras, mas para o cargo que apareceu ele não tinha qualificação; situação serviu de motivação para crescer

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Rogério  Ferreira usou a perda de uma opotunidade de trabalho como motivação para crescer
Rogério Ferreira usou a perda de uma opotunidade de trabalho como motivação para crescer (Foto: Biné Morais / O ESTADO)

Sonhar faz parte da vida. Os sonhos motivam as pessoas a buscar um objetivo, ainda que seja difícil torná-los realidade. Quando se acredita e se tem persistência e força de vontade, se vai ao longe e o impossível deixa de existir.

O grande sonho do então jovem de 17 anos Rogério Ferreira da Silva era trabalhar na Petrobras, uma das maiores empresas de exploração de petróleo do mundo. Ele morava em Mucuripe, bairro de Fortaleza, onde nasceu, bem próximo à Fabrica de Asfalto de Fortaleza (Asfor), hoje Unidade de Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor). Essa unidade tornou-se seu objetivo de vida.

Quando completou 18 anos, Rogério Ferreira viu se abrir a primeira porta na empresa dos seus sonhos, ao ser convidado a trabalhar como datilógrafo - profissional que era essencial no passado - numa prestadora de serviços, contratada logo depois pela Petrobras.

O que era uma boa notícia soou como uma decepção. Ele não possuía a qualificação de datilógrafo. Naquele momento, o jovem sonhador sentiu o impacto da importância de se capacitar para se obter um emprego, o que ficou marcado na sua vida, mas de forma positiva.

“Mesmo não preenchendo os requisitos para datilógrafo, tive a oportunidade de trabalhar como contínuo [office-boy]. O mais importante é que eu consegui chegar lá”, disse Rogério Ferreira, que pouco tempo depois concluiu o curso de datilografia e se qualificou em técnico de contabilidade. E daí foi um passo para fazer concurso público para a empresa, sendo admitido em 25 de maio de 1983 no cargo de Praticante de Produção. Ali iniciava uma carreira de sucesso, que este mês completa 35 anos.

Trajetória

Nada foi fácil, pois, logo após sua admissão em cargo operacional, Rogério Ferreira foi lotado para trabalhar em uma plataforma de petróleo, localizada a milhares de quilômetros da costa. E uma de suas primeiras atividades foi lavar a plataforma, o que, segundo ele, o fez com prazer, pois o orgulho em trabalhar na empresa dos seus sonhos pulsava nas veias.

Por seu comprometimento e espírito coletivo, traço fundamental para quem quer crescer numa organização, evidenciado na plataforma, ele não demorou muito nessa área operacional, sendo lotado em seguida no setor de recursos humanos (área administrativa), onde trabalhou por 12 anos até ser transferido para uma unidade da empresa na cidade de Mossoró, no Rio Grande Norte.

A grande guinada como profissional aconteceu no Maranhão, em 1987, quando veio para trabalhar inicialmente na função de desembaraço aduaneiro de combustível, com a implantação de uma unidade comercial da Petrobras na área do Porto do Itaqui. Retornou a Fortaleza em 1999, mas continuou na condição de substituto do gerente setorial de Comercialização em São Luís.

Em 2004, ficou em definitivo em São Luís, assumindo a Gerência Setorial de Comercialização, e em 1º de fevereiro de 2011 foi alçado a gerente Setorial de Relacionamento da companhia no Maranhão, e hoje Coordenador de Relacionamento Externo no Maranhão.

Passados 35 anos, o filho do meio (tem mais quatro irmãos) do casal João Batista Silva e Idalina Ferreira da Silva enfatizou que a grande lição que ficou na realização de seu sonho foi a necessidade de se qualificar. “Temos que agarrar as oportunidades, mas temos que estar preparados. Aquela situação da qualificação em datilografia me marcou muito e essa experiência de vida sempre procuro compartilhar com os jovens que estão buscando um lugar no mercado de trabalho”, ressaltou.

Por outro lado, Rogério Ferreira destacou que começar limpando uma plataforma de petróleo e chegar ao topo da pirâmide gerencial mostra também que essa é uma empresa que dá oportunidade. “Se você tem como objetivo de vida fazer e dar o melhor de si, tem grande possibilidade de crescer com a sua organização”, assinalou.

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