Julgamento

Acusados de homicídios são condenados em Matinha

  •  
  •  

Quatro pessoas envolvidas na morte do dono de um clube foram julgadas; o autor dos disparos pegou pena maior; julgamento também em Alto Parnaíba

0
Acusados de homicídios são condenados em Matinha

MATINHA - Júri promovido pela comarca de Matinha na quarta-feira, 17, terminou com a condenação dos réus Antonielson Oliveira Nunes, Daniel Gonçalves Silva, Joberval Pinto Pacheco, o Jobinho, e Geovane Aires Pereira, o Thoca. Os réus responderam pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Presidiu o júri o titular da comarca, juiz Celso Serafim.

Antonielson Oliveira foi condenado a 2 anos e 3 meses de reclusão e 39 dias-multa; Daniel Gonçalves, que seria o autor do crime, terá que cumprir 26 anos de reclusão, enquanto Joberval Pinto foi condenado a 3 anos, 4 meses e 3 dias de reclusão. Já a pena do quarto réu, Geovane Aires, foi de 3 anos e 8 dias de reclusão. O cumprimento de pena do condenado Daniel deve ser inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Segundo a denúncia, no dia 18 de janeiro de 2014, por volta das 21h, em um clube localizado no município, um desentendimento inicial entre Geovane e um homem identificado como Anderson Marlos da Silva, o Saci, gerou uma briga corporal na qual se envolveram todos os acusados e que culminou com a morte do dono do clube, Claudiner Alves Silva, atingido por um tiro de revólver disparado por Daniel, além de lesões causadas por disparos de arma de fogo em Anderson e em outra vítima, Everaldo Sousa Rodrigues.

Consta da denúncia que Anderson foi atingido no ouvido por tiro à queima-roupa disparado por Joberval, enquanto que Everaldo foi atingido no joelho por um disparo feito por Daniel. De acordo com o processo, após os crimes os denunciados fugiram, mas acabaram presos em flagrante na companhia de um menor com o qual foram encontrados 13 pedras de crack.

Mais julgamentos

No município de Alto Parnaíba, em sessão do Tribunal do Júri realizada no último dia 10, Vicente Telles de Sousa foi condenado a 11 anos de prisão, em regime fechado, pelo homicídio triplamente qualificado de sua ex-esposa Aldeni Freitas Gama. O crime ocorreu em 3 de maio de 2002.

Atuou pelo Ministério Público do Estado do Maranhão o promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira e proferiu a sentença a juíza Nuza Maria de Oliveira Lima.

O crime foi motivado pelo desejo de Vicente de Sousa de beneficiar-se com os bens da vítima. Para isso, ele asfixiou a ex-esposa com uma flanela embebida em amoníaco enquanto ela dormia. O Ministério Público defendeu a tese de homicídio triplamente qualificado, que foi integralmente aceita pelo júri.

Condenado a 11 anos de reclusão, Vicente Telles Sousa tem um mandado de prisão em aberto desde 10 de dezembro de 2003, estando foragido desde então.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.