Lava Jato

Partidos entrarão com pedido de impeachment de Michel Temer

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Além do pedido que será assinado por PSOL, PDT, PCdoB, PT e Rede, o senador Rodrigo Randolfe também entrou com pedido de impedimento do presidente da República

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Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é o responsável por aceitar ou não o pedido de impeachment
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é o responsável por aceitar ou não o pedido de impeachment (Foto: Arquivo)

Brasília – Os partidos de oposição anunciaram no início da tarde desta quinta-feira, 18, que vão protocolar às 17 horas um novo pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer. O pedido se baseia em suposto crime de responsabilidade e obstrução de justiça supostamente cometidos pelo peemedebista.

O pedido será assinado por PSOL, PDT, PCdoB, PT e Rede, além de PSB e alguns deputados dissidentes do PTB.

O bloco promete obstruir todos os trabalhos da Câmara até que haja uma solução para a crise política. "Vamos obstruí-las até que o Temer caia", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Também entrou com pedido de impeachment de Temer o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O documento, assinado pelo senador e pelo Partido Rede Sustentabilidade, será analisado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a quem cabe aceitar ou não a denúncia de crime de responsabilidade. Se for aceito, será criada uma comissão especial para analisar o assunto.

No pedido, Randolfe argumenta que, segundo as reportagens publicadas na imprensa, Temer teria participado na “compra do silêncio de Eduardo Cunha” e que “se valeu do cargo público, sua envergadura institucional e sua influência e trânsito sobre as estruturas de Estado para favorecer-se, obstar a sua própria responsabilização criminal e a de terceiros aliados”.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, Temer teria dado o aval para que repasses de dinheiro fossem feitos para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Um ex-assessor de Temer, o atual deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aparece em imagens gravadas pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil.

Ele aponta que houve atentado à probidade na administração, porque Temer procedeu de modo “incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”. Define também que houve atentado ao livre exercício do Poder Judiciário, tendo em vista a prática de embaraço a investigação de infração penal.

Em plenário, Randolfe disse que a renúncia seria a melhor saída, mas que protocolizou o pedido de impeachment “porque estamos cumprindo com a nossa obrigação”.

“Impeachment é um processo traumático. A solução estaria na vontade popular. Deveríamos votar a proposta de emenda constitucional que estabelece eleições diretas já”, propôs.

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