Delação contra Temer

Maioria de classe política do Maranhão, em Brasília, ainda não se posicionou sobre denúncias envolvendo Temer

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Somente três deputados federais usaram as redes sociais para se posicionar; os três senadores e demais parlamentares estão em silêncio

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Denúncias envolvendo presidente Temer criou uma crise institucional, segundo especialistas
Denúncias envolvendo presidente Temer criou uma crise institucional, segundo especialistas (Foto: Agência Brasil)

A delação do dono da empresa JBS, Joesley Batista, envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), deixou a classe política paralisada. Entre os parlamentares maranhenses em Brasília somente três já se posicionaram sobre a situação atual do Brasil. Os demais preferem manter o silêncio.

São 18 deputados federais e três senadores do Maranhão. Desde ontem, somente três deputados federais se posicionaram sobre a delação do dono da JBS envolvendo o presidente da República, Michel Temer. Weverton Rocha (PDT), Rubens Júnior (PCdoB) e Eliziane Gama (PPS) defendem saída do presidente do cargo e pedem eleições diretas.

As manifestações foram feitas por meio de redes sociais e também em contato com a equipe de O Estado.

Weverton Rocha anunciou ainda na noite da quarta-feira, 17, posição do PDT. Pelo Twitter Rocha disse que deve haver renúncia ou cassação de Temer e eleição direta para presidente.

A deputada Eliziane Gama, que votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, pediu saída do presidente e também que eleição direta. A assessoria da parlamentar enviou informações a imprensa sobre posição da pepessista.

Rubens Júnior também se posicionou pelas redes sociais. Segundo ele, Temer deve ser afastado e uma nova eleição deve ser feita.

Como a Constituição Federal não prevê nova eleição quando o presidente e o vice-presidente estão impedidos de continuar no mandato e sim eleição indireta (escolha do novo presidente pelo Congresso Nacional), os deputados estão tentando aprovar às pressão proposta que inclui a eleição direta na Constituição.

O Estado tentou contato com os demais congressistas do Maranhão, mas não obteve resposta.

Maranhão – O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também usou as redes sociais para se posicionar sobre o momento. Segundo ele, a eleição direta será a saída para o Brasil.

“Sem dúvida, a saída mais adequada ao país: eleições diretas”, disse o governador.

Mesmo com a posição do chefe, o secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, preferiu se posicionar diferente e disse que eleições diretas é “chafurdar nas fezes”.

“Pregar diretas já com o atual sistema eleitoral não é saída, é chafurdar em cima das fezes”, disse Simplício.

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